Espiritismo
para crianças

por Marcela Prada

 

Tema: Ciclos de vida


A roda-gigante


Ritinha morava em uma cidade bem pequena, à qual havia chegado um parque de diversões. A novidade estava sendo comentada por todos e a menina não via a hora de poder conhecê-lo.

De férias da escola, Ritinha agora só pensava em se divertir.

Dona Cida, sua avó, concordou em levá-la ao parque e, em lá chegando, o primeiro brinquedo no qual a menina quis ir foi
a roda-gigante.  

Elas tiveram que esperar um pouco, porque a fila estava grande.

Quando chegou a vez delas, o moço parou a roda-gigante e duas pessoas desceram de uma das cadeiras, dando lugar para elas. Ritinha, empolgada, sentou- se ao lado de dona Cida. O passeio ia começar.

O moço também trocou os ocupantes das outras cadeiras e em seguida pôs a roda-gigante para funcionar. Ela rodava devagar levando as pessoas para cima e para baixo.

As cadeiras subiam até bem alto pela parte da frente da roda-gigante. Quando chegavam ao topo, começavam a descida, pela parte de trás. Quem estava nas cadeiras que subiam, estava acima de quem vinha nas cadeiras de baixo. Mas na descida isso se invertia. Quem antes estava por cima, ficava depois por baixo.

Quando chegavam bem próximas ao chão, as cadeiras começavam a subir novamente, iniciando mais uma volta e mais um ciclo de emoções.

Ritinha não esperava por isso e na primeira subida sentiu tanto medo da altura que deu um grito e se agarrou em sua avó.

Só depois de algumas voltas é que ela foi-se acostumando e ficando mais confiante. Aí então, conseguiu aproveitar a linda vista e observar as coisas que dona Cida lhe apontava.

Lá do alto, ela conseguiu ver sua casa, sua escola e até sua amiga Sabrina, que estava acabando de chegar ao parque.

Às vezes, a roda-gigante parava por uns instantes, mantendo os passageiros por mais tempo em situações diferentes. Uns bem acima, outros bem embaixo. Depois, de repente, dava um solavanco e voltava a funcionar.

Uma hora subindo, uma hora descendo... As cadeiras uma vez em cima, uma vez embaixo... A roda-gigante girava, imitando a vida, levando as pessoas a situações e posições variadas, dando a elas oportunidades e experiências iguais, mas que eram vividas por cada um de maneiras diferentes.

Como tudo passa, aquele passeio da Ritinha e de sua avó acabou. A expectativa da espera, a empolgação com a novidade, o medo da subida, o encantamento com a paisagem, as subidas, as descidas... num certo momento tudo isso chegou ao fim.

Ritinha desceu do brinquedo sorrindo. Apesar do medo que sentiu, ela adorou o passeio.

Ela e sua avó ainda foram ao carrossel e depois, com Sabrina, ela foi a outros brinquedos também.

O parque de diversões ficou na cidade por algumas semanas entretendo bastante os moradores. Mas, certo dia, ele foi desmontado e foi embora.

Ritinha ficou triste. Não queria que ele tivesse ido. Não queria que suas férias acabassem também. Mas as coisas acontecem assim. As coisas e as fases se sucedem. Tanto as boas como as ruins.

A avó de Ritinha, que era mais experiente e sabia que a vida tem seus ciclos, abraçou a neta carinhosamente e falou:

- É assim mesmo, minha querida! Em vez de ficar triste porque o parque se foi, vamos ficar gratas, por ele ter vindo. As coisas que terminam dão lugar a outras, que sempre nos trazem experiências e aprendizados novos.

Ritinha não gostou muito dos argumentos da avó, mas teve que aceitar que a vida acontece assim.

O tempo correu e um ano inteiro se passou. Ritinha fez muitas coisas durante esse período. Algumas novas, outras já conhecidas. Algumas gostosas, outras mais desafiadoras.

Às vezes, Ritinha se lembrava da roda-gigante e também dos ensinamentos de dona Cida, e pensava: “Tudo passa. Tudo são fases. Novos ciclos virão”.

Ritinha aprendeu a aproveitar bastante as coisas boas e a fazer o seu melhor diante das difíceis.

E assim, o tempo foi passando, até que as férias da menina chegaram novamente.

Numa tarde, Ritinha entrou em casa correndo para contar uma notícia para sua avó:

- Vovó, você sabe o que está de volta à cidade?

Dona Cida, vendo a empolgação da menina, adivinhou logo.

- Que bom! Então, vamos lá, de novo! - respondeu ela sorrindo.


 


Material de apoio para evangelizadores:

Clique para baixar: Atividades

marcelapradacontato@gmail.com


 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita