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por Anselmo Ferreira Vasconcelos

 

Nunca esqueçamos: somos herdeiros dos nossos atos!


zeitgeist atual é profundamente marcado pelo fracasso moral, particularmente devido às lideranças humanas pouco ou nadas afeitas às coisas do Espírito imortal. Em todos os segmentos da sociedade e dos quadrantes do planeta vemo-las cometer atos clamorosos, extravasar preconceitos e, sobretudo, escassez de empatia pelos seus semelhantes. Para ilustrar o raciocínio, no recente encontro da COP30 – que poderia ter sido uma efetiva guinada à mudança de mentalidade planetária sobre a necessidade de nos afastarmos mais rapidamente dos combustíveis fósseis - foi um fiasco retumbante, dado o desinteresse dos líderes das principais nações do mundo. A emergência climática, apesar de todas as insofismáveis evidências, ainda não convence certos players mundiais e que muito poderiam fazer para equacionar o problema de maneira racional.

Enquanto isso, num outro front de análise, guerras e genocídios sanguinários, causadores de grande perda de vidas inocentes e enorme destruição, continuam moldando a paisagem do nosso orbe, haja vista o que ocorre na Ucrânia. Assim sendo, é imperioso admitir que ainda somos uma espécie belicosa, mesquinha e inconsequente. Longe estamos de participar de uma integração cósmica com outras raças mais evoluídas do universo.

O nosso Brasil, por sua vez, enfrenta um autêntico “vale-tudo institucional” – como corretamente definiu uma importante revista - de proporções jamais vista. A harmonia dos poderes da República foi severamente rompida, já que têm sido criadas em profusão aberrações relativas ao funcionamento do Estado e, assim, tornando a vida dos cidadãos e das organizações, devido a insegurança jurídica que causam, absolutamente caótica.

Em paralelo, nunca se observou tão expressiva divisão ideológica do nosso povo. As divergências de opinião tornaram-se crônicas e irreconciliáveis, considerando que os interesses são cada vez mais conflitantes. Por conseguinte, materializou-se um quadro no qual se opõem claramente os que desejam “servir” a nação e os que desejam ser “servidos” por ela, independentemente do tipo de desarranjo contido em tal ideia.

Portanto, tudo nos leva a considerar o seguinte: Ah! Reencarnação. Por que você é ainda tão desprezada pelos mandatários? Por que os realmente pobres de espírito temem tanto te desvendar?

De modo geral, a vida na Terra torna-se cada vez mais áspera, cruel e a sensação de desesperança cresce nos corações, pois os indivíduos não conseguem divisar melhoras em suas vidas. A recomendação divina para que nos amemos – fazendo o melhor ao outro - não foi devidamente assimilada. Por outro lado, na grande nação americana - antes autêntico símbolo de liberdade e prosperidade - a crise também se instalou.

A outrora próspera sociedade também se vê presentemente às voltas com a miséria crescente do seu povo e os direitos fundamentais sendo desrespeitados. Pior ainda a situação para os imigrantes, que têm sido sistematicamente maltratados e expulsos sem comiseração pela atual Administração do país – até mesmo os que tentam uma regularização da sua situação, diga-se de passagem. Com acerto, o aclamado cineasta Costa-Gravas refere-se ao Donald Trump, que, aliás, persegue os ilegais de forma implacável como “a personalidade que melhor define o nosso tempo”.

Assim sendo, chocado em constatar a derrocada daquele país e as idiossincrasias do seu atual líder, que tem demonstrado, infelizmente, rasa espiritualidade e compaixão, segue abaixo um insight em forma de poema – ou seja:


Notícia chocante sobre pessoa em nada prudente,

Tratava de mais uma loucura do presidente.

Desta vez, Trump ofendia os somalis imigrantes,

Que, para ele, não passam de “lixo humano”,  

Protagonizando, assim, mais um ato insano.


Outros também seguem obscuro caminho,

Exibindo às macheias um triste desempenho,

Ou seja, o de prejudicar os seus semelhantes.

Pena! Pois, não se dão conta do que plantam,

Em geral, atos perniciosos que muitos deploram.

 

Mas quantas almas incautas assim procedem,

Corações empedernidos que espalham desdém?

Só o Senhor sabe o tamanho de tais contingentes,

Que não cogitam o futuro que lhes aguarda,

Dor abundante seja nesta ou em outra jornada.

 

Ninguém deveria as leis celestiais ousar desrespeitar,

Às quais todos haverão de certamente se enquadrar.

Um justo destino caberá a todos enfrentar, entrementes,

No qual seremos lembrados de todos os fatos,

Em especial de que somos herdeiros dos nossos atos.

 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita