|
Nunca
esqueçamos: somos
herdeiros dos nossos
atos!
O zeitgeist atual
é profundamente marcado
pelo fracasso moral,
particularmente devido
às lideranças humanas
pouco ou nadas afeitas
às coisas do Espírito
imortal. Em todos os
segmentos da sociedade e
dos quadrantes do
planeta vemo-las cometer
atos clamorosos,
extravasar preconceitos
e, sobretudo, escassez
de empatia pelos seus
semelhantes. Para
ilustrar o raciocínio,
no recente encontro da
COP30 – que poderia ter
sido uma efetiva guinada
à mudança de mentalidade
planetária sobre a
necessidade de nos
afastarmos mais
rapidamente dos
combustíveis fósseis -
foi um fiasco
retumbante, dado o
desinteresse dos líderes
das principais nações do
mundo. A emergência
climática, apesar de
todas as insofismáveis
evidências, ainda não
convence certos players mundiais
e que muito poderiam
fazer para equacionar o
problema de maneira
racional.
Enquanto isso, num outro
front de análise,
guerras e genocídios
sanguinários, causadores
de grande perda de vidas
inocentes e enorme
destruição, continuam
moldando a paisagem do
nosso orbe, haja vista o
que ocorre na Ucrânia.
Assim sendo, é imperioso
admitir que ainda somos
uma espécie belicosa,
mesquinha e
inconsequente. Longe
estamos de participar de
uma integração cósmica
com outras raças mais
evoluídas do universo.
O nosso Brasil, por sua
vez, enfrenta um
autêntico “vale-tudo
institucional” – como
corretamente definiu uma
importante revista - de
proporções jamais vista.
A harmonia dos poderes
da República foi
severamente rompida, já
que têm sido criadas em
profusão aberrações
relativas ao
funcionamento do Estado
e, assim, tornando a
vida dos cidadãos e das
organizações, devido a
insegurança jurídica que
causam, absolutamente
caótica.
Em paralelo, nunca se
observou tão expressiva
divisão ideológica do
nosso povo. As
divergências de opinião
tornaram-se crônicas e
irreconciliáveis,
considerando que os
interesses são cada vez
mais conflitantes. Por
conseguinte,
materializou-se um
quadro no qual se opõem
claramente os que
desejam “servir” a nação
e os que desejam ser
“servidos” por ela,
independentemente do
tipo de desarranjo
contido em tal ideia.
Portanto, tudo nos leva
a considerar o
seguinte: Ah!
Reencarnação. Por que
você é ainda tão
desprezada pelos
mandatários? Por que os
realmente pobres de
espírito temem tanto te
desvendar?
De modo geral, a vida na
Terra torna-se cada vez
mais áspera, cruel e a
sensação de desesperança
cresce nos corações,
pois os indivíduos não
conseguem divisar
melhoras em suas vidas.
A recomendação divina
para que nos amemos –
fazendo o melhor ao
outro - não foi
devidamente assimilada.
Por outro lado, na
grande nação americana -
antes autêntico símbolo
de liberdade e
prosperidade - a crise
também se instalou.
A outrora próspera
sociedade também se vê
presentemente às voltas
com a miséria crescente
do seu povo e os
direitos fundamentais
sendo desrespeitados.
Pior ainda a situação
para os imigrantes, que
têm sido
sistematicamente
maltratados e expulsos
sem comiseração pela
atual Administração do
país – até mesmo os que
tentam uma regularização
da sua situação, diga-se
de passagem. Com acerto,
o aclamado cineasta
Costa-Gravas refere-se
ao Donald Trump, que,
aliás, persegue os
ilegais de forma
implacável como “a
personalidade que melhor
define o nosso tempo”.
Assim sendo, chocado em
constatar a derrocada
daquele país e as
idiossincrasias do seu
atual líder, que tem
demonstrado,
infelizmente, rasa
espiritualidade e
compaixão, segue abaixo
um insight em
forma de poema – ou
seja:
Notícia chocante sobre
pessoa em nada prudente,
Tratava de mais uma
loucura do presidente.
Desta vez, Trump ofendia
os somalis imigrantes,
Que, para ele, não
passam de “lixo humano”,
Protagonizando, assim,
mais um ato insano.
Outros também seguem
obscuro caminho,
Exibindo às macheias um
triste desempenho,
Ou seja, o de prejudicar
os seus semelhantes.
Pena! Pois, não se dão
conta do que plantam,
Em geral, atos
perniciosos que muitos
deploram.
Mas quantas almas
incautas assim procedem,
Corações empedernidos
que espalham desdém?
Só o Senhor sabe o
tamanho de tais
contingentes,
Que não cogitam o futuro
que lhes aguarda,
Dor abundante seja nesta
ou em outra jornada.
Ninguém deveria as leis
celestiais ousar
desrespeitar,
Às quais todos haverão
de certamente se
enquadrar.
Um justo destino caberá
a todos enfrentar,
entrementes,
No qual seremos
lembrados de todos os
fatos,
Em especial de que somos
herdeiros dos nossos
atos.
|