Humildade e
evolução
espiritual
"Todo aquele que
a si mesmo se
exaltar será
humilhado, e
todo aquele que
a si mesmo se
humilhar será
exaltado." -
Jesus. (Mateus
23:12.)
Segundo
Lacordaire, no
livro O
Evangelho
segundo o
Espiritismo,
cap. 7, item 11:
“A
humildade é
virtude muito
esquecida entre
vós. Bem pouco
seguidos são os
exemplos que
dela se vos têm
dado.
Entretanto, sem
humildade,
podeis ser
caridosos com o
vosso próximo?
(...)”.
Adentrando na
essência desse
ensinamento,
verificamos que
a humildade que
se externa na
simplicidade
oferece a
oportunidade de
servirmos, sem
ostentação, a
todos que nos
cercam.
A humildade não
comporta
sentimentos
inferiores como orgulho,
prepotência e
arrogância,
já que eles
conflitam com os
bons propósitos
que nos vinculam
como irmãos na
infinita jornada
da vida. Para
alçarmos os
degraus da
evolução
espiritual,
impõe-se mudança
de
comportamento,
que, por sua
vez, não
prescinde da
“renúncia” aos
vícios e todos
os atos que
colidem com a
prática do bem.
Afastemo-nos da
impaciência,
dando lugar à
tolerância; do
rancor e do
ódio, entre
outros
obstáculos que
nossos impedem
de cultivar o
amor e a
caridade.
Procuremos dar
espaço para a
benevolência,
indulgência e
perdão – a
tríade da
caridade,
como a entendia
Jesus. Essas
virtudes
levam-nos à
felicidade, que
aumenta em razão
do nosso empenho
nessa prática.
O divino Mestre
exemplificou com
sua passagem
entre nós a
grandeza da
humildade. Com
sua elevada
envergadura
moral de
Espírito Puro,
não hesitou em
lavar os pés dos
apóstolos,
mostrando que
devemos ser
simples e servos
uns dos outros,
vivendo em
fraternidade. A
humildade e o
ato de servir
caminharam com
as práticas de
Jesus, deixando
para a
Humanidade a
lição maior do
amor
incondicional.
O nosso processo
evolutivo está
vinculado a essa
conduta que nos
enriquece
interiormente e
desperta o
sentimento do
amor. O livro Florações
Evangélicas,
psicografia de
Divaldo Pereira
Franco, pelo
Espírito Joanna
de Ângelis, pág.
72, esclarece:
”A humildade em
última análise
representa
submissão à
vontade de Deus,
doação plena e
total às Suas
mãos,
deixando-se
conduzir pela
Sua Diretriz
segura, que
governa o
Universo”.
No âmbito da
nossa evolução,
a renúncia
torna-se um
fator de extrema
necessidade. As
inúmeras
imperfeições que
se encontram nos
arquivos do
nosso passado
interferem
sobremaneira
naquilo que pensamos e fazemos.
É como se
automaticamente
a nossa má
índole assumisse
o comando das
nossas ações.
Essa é a
contenda maior
que temos em nós
mesmos. Sair
desse embaraço e
superá-lo com as
virtudes exige coragem,
fé e
perseverança.
O livro Pensamento
e Vida,
pág.41,
psicografia de
Francisco
Cândido Xavier,
pelo Espírito
Emmanuel,
apresenta esta
reflexão:
”Humildade não é
servidão. Ë,
sobretudo,
independência,
liberdade
interior que
nasce das
profundezas do
espírito,
apoiando-lhe a
permanente
renovação para o
bem”.
Mas nem todos
estão aptos para
essa árdua
tarefa. No
caminhar dos
tempos, iremos
adquirindo
experiências que
a vida nos
oferece,
despertando a
consciência para
a prática do
bem, que irá
eclodir no tempo
de cada um de
nós. Trata-se de
processo longo,
mas quando nos
apercebermos
dessa
necessidade com
a consciência
trabalhada para
o objetivo
maior, que é o
crescimento
espiritual, os
avanços
tornar-se-ão
mais
promissores.
Tudo isso passa
pelo autoconhecimento, que
descortina aquilo
que somos e
nos impulsiona
para aquilo
que queremos
ser. Esse
empreendimento
nos levará à
transformação
interior, - que
se torna
impositiva -,
considerando a
nossa vontade de
atingir o que
aspiramos.
Espelhemo-nos em
Santo Agostinho,
que à noite
passava em
revista seu
comportamento
durante o dia,
buscando as
imperfeições e
procurando
corrigi-las.
Essa lição
diária trará
benefícios
imorredouros
para o nosso
crescimento
moral.
(Permanecendo na
escuridão, nada
de bom temos a
oferecer.)