Cinco-marias

por Eugênia Pickina

 

Férias: o brincar, os ritmos lentos


Se a gente pudesse escolher a infância que teria vivido, com enternecimento eu não

recordaria agora aquele velho tio de perna de pau, que nunca existiu na família, e aquele arroio que nunca passou aos fundos do quintal,

e onde íamos pescar e sestear nas tardes de verão,

sob o zumbido inquietante dos besouros...

Mário Quintana

 

Período de férias, recesso escolar para a criança. Mais tempo livre para brincar, experimentar imaginação, a espontaneidade,  e seguindo um ritmo naturalmente mais desacelerado.

Em um cotidiano marcado pelo excesso das telas, pressão por desempenho e agenda tomada por diversas atividades, o período de férias se revela uma chance  de restaurar experiências essenciais ao desenvolvimento da criança: correr, jogar bola, brincar de casinha, fazer piquenique na pracinha, inventar histórias, ler livros, cantar contente…

Na realidade, o fim do ano cria uma oportunidade  de recuperar sentimentos, estados e sensações que compõem a experiência da infância: vínculos familiares, histórias inventadas, brincadeiras orientadas por ritmos mais lentos, segundo a alegria de viver sem pressa.

Insisto com os pais: a pausa desta época do ano nos lembra que a infância não é apenas uma fase de preparação. Ela é vida acontecendo simplesmente no presente. E brincar livre é o refrão principal dessa fase bonita e essencial do existir humano…


Notinha

As férias são o momento perfeito para tirar as crianças de frente das telas. Passeios de bicicleta, caminhadas ou visitas a parques são experiências que aproximam os filhos da natureza e estimulam os sentidos e sentimentos. Observar os detalhes do ambiente, como sons e aromas, pode ser um exercício divertido. Além disso, brincar em praças, parques, e interagir com outras crianças sem a pressão do relógio ou do calendário escolar contribui de modo natural para o desenvolvimento infantil.


 
 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita