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A
felicidade é uma escolha
A forma de vida agitada,
confusa e conflituosa
que levamos, faz parecer
que a felicidade é uma
utopia.
Para percebermos se
podemos ser felizes,
primeiro temos de tentar
perceber o que é a
felicidade.
A felicidade é um
estado durável de
plenitude, satisfação e
equilíbrio físico e
psíquico, em que o
sofrimento e a
inquietude são
transformados em emoções
ou sentimentos que vão
desde o contentamento
até a alegria intensa ou
júbilo. A felicidade
tem, ainda, o
significado
de bem-estar espiritual
ou paz interior. (Fonte:
Wikipedia.)
Parece-me que a
Wikipedia faz uma
descrição aceite pela
maioria das pessoas.
Segundo esta descrição,
podemos afirmar que a
felicidade é uma escolha
nossa?
A mim parece, porque
fala essencialmente no
nosso interior e esse
deveria ser comandado
por nós.
Por que não conseguimos
ser felizes? E o mais
grave é que a maioria
das pessoas são
infelizes. Podem não dar
conta disso, mas podemos
ver na forma como vivem.
Existe algum medidor
para a felicidade?
Neurologicamente,
existe, mas a maioria de
nós não tem acesso a
este. Um monge, Matthieu
Ricard, após ser
estudado pela ciência
neurológica, foi
considerado o homem mais
feliz do mundo, através
dos instrumentos
neurológicos para a
leitura do cérebro.
Fora estes instrumentos
neurológicos, não existe
qualquer medidor de
felicidade, mas existem
diversos medidores para
a infelicidade.
A reclamação, a raiva, a
ira, a inquietação, a
impaciência, a angústia,
a tristeza, a indignação
e alguns outros que se
podem lembrar.
Reparem que todas estas
emoções são negativas,
mostrando a
infelicidade, mas não
temos nenhuma para a
felicidade.
O riso pode acontecer,
mesmo quando estamos
envoltos em tristeza, o
sorriso, de forma igual.
A alegria pode ser
temporária e voltamos a
tristeza e a felicidade
é um estado mais
permanente.
Também não existem atos
diretos, que nos levem a
felicidade. Existem
alguns, que nos levam a
uma alegria temporária,
como comermos uma
refeição que gostamos,
comprar algo novo, uma
roupa, uns óculos, um
carro ou até uma casa,
mas rapidamente
estaremos a desejar mais
e a entrar num campo que
nos traz infelicidade.
Se nada podemos fazer
para conquistar a
felicidade, como
chegaremos a ela?
A felicidade é como uma
planta, não podemos
fazer nada, diretamente,
para a planta crescer,
não pudemos puxá-la ou
empurrá-la, mas podemos
criar as condições
necessárias para que
nasça, cresça e dê a sua
flor.
Não é possível criarmos
felicidade diretamente,
mas sabemos o que nos
tira dela. A raiva, a
ira, a inquietação, a
inveja, a reclamação, a
maledicência, a
angústia, a impaciência,
a tristeza, a indignação
e outras coisas que
criamos em nossa mente.
Reparou que são tudo
criações mentais? E
quando estas existem a
felicidade não existe,
não podem coabitar o
mesmo coração.
Já vê uma luz no fundo
do túnel?
Quando chega a altura da
praia, ouvimos muitas
pessoas dizerem que um
dia de praia, lhes traz
muita paz e felicidade.
O que acreditamos ser da
praia, é um “ritual”
mental em que dizemos,
hoje vou tirar partido
da praia e não quero
saber de mais nada.
Se estivermos na praia
com os problemas na
mente, ou qualquer dos
estados negativos
descritos em cima,
estaríamos em paz e em
felicidade?
O que nos traz paz e
felicidade num dia de
praia, é a praia ou o
estado mental de
desapego, que nos oferta
a libertação momentânea
dos problemas e das suas
formações mentais
negativas, que nos
permitimos?
Entende qual pode ser
realmente a nossa
escolha em relação à
felicidade?
O que é criado por nós,
são os estados
negativos, os positivos
são naturais do nosso
ser. A paciência é um
estado natural, que
acontece quando não
existe impaciência. A
paz é um estado natural
do nosso ser, quando não
existem os sentimentos
negativos. Estes estados
naturais são um retorno
a nossa casa interior,
quando não existem as
nossas formações mentais
que criam o nevoeiro e
nos fazem perder o rumo
de volta.
Por isso, todas as
crianças o têm, porque
ainda não começaram a
criar os estados mentais
negativos, que os
afastam do caminho para
a felicidade.
A nossa verdadeira
escolha para o caminho
da felicidade, é
abandonarmos o apego às
más tendências. Estas
surgem, e nós não as
seguramos, deixamos que
sigam o seu caminho, sem
nos envolvermos nelas.
Ignoramos então o famoso
“Vigiai e Orai” de Jesus
Cristo.
Mas, seguindo semelhante
recomendação, elas
começam a deixar de ter
força em nós e vão
aparecendo cada vez
menos, até o dia em que
são mais raras.
Se não existem más
tendências, o que sobra?
Paz, amor e felicidade.
Por isso, os Mestres que
passam no planeta dizem
que a paz e o amor são
nossa essência. Jesus, o
Mestre da Vida, diz que
o Reino de Deus está
dentro de nós.
Recapitulando:
A felicidade é uma
escolha? Sim, é.
Como podemos escolher?
Criando as condições,
abandonando as más
tendências, para que ela
– a felicidade – surja,
espontaneamente.
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