Espiritismo
para crianças

por Marcela Prada

 

Tema: Bondade


O Leão que descobriu a bondade


Em uma savana dourada, onde o sol brilhava forte e o vento fazia as folhas dançarem, vivia um jovem leão chamado Léo. Ele era curioso, corajoso e cheio de energia.

Desde filhote, Léo ouvia dizer que os leões eram “os reis da selva”. Por isso, todos os dias, ele treinava seus rugidos, praticava saltos e tentava parecer o mais destemido possível. Ele acreditava que isso o faria forte e respeitado como um rei deveria ser.

Porém, no fundo, havia algo que ele não entendia: por que, mesmo ficando cada vez mais forte e ágil, ele, às vezes, sentia-se tão sozinho e desanimado?

Um dia, Léo estava caminhando, quando encontrou Toto, um elefantinho que chorava perto do lago.

— O que aconteceu? — perguntou Léo.

— Eu perdi meu brinquedo de madeira dentro da água… e ninguém quer me ajudar a procurar – respondeu Toto, com tristeza.

Léo olhou para o lago e hesitou. Ele não gostava de se molhar, mas alguma coisa em seu coração o empurrou para frente. Mergulhou com coragem e, após alguns minutos, encontrou o brinquedo preso entre as pedras.

Toto sorriu feliz:

— Obrigado, Léo! Você é muito gentil!

Foi a primeira vez que o jovem leão ouviu alguém chamá-lo de gentil.
Ele ainda não conhecia essa sensação de felicidade de quando se consegue ajudar alguém, mas percebeu que era uma sensação muito boa.

Em outro dia, foi a vez de um passarinho precisar de ajuda e pedir para Léo:

— Meu ninho caiu de uma árvore! Eu não consigo colocá-lo de volta sozinho. Mas você é grande e forte. Você poderia me ajudar, por favor?

Com cuidado,  Léo segurou o ninho com as patas e o colocou de volta no galho.

O passarinho, satisfeito, cantou uma doce melodia, e Léo sorriu, sentindo  aquela boa sensação novamente.

Naquela noite, deitado sob o céu estrelado, ele pensou: “para que ser forte, poder correr, saltar e rugir alto, se isso não melhorar a vida de ninguém? Eu tenho treinado bastante, a vida toda, mas só isso não basta. Eu nunca me senti tão bem, como quando consegui ajudar quem precisava. Não quero ser um rei temido, quero ser um rei que consiga fazer o bem. Essa será a minha maior força e virtude!”

Desde então, Léo se modificou.

Ele continuou se exercitando, correndo rápido, treinando saltos... Queria estar em forma, mas não para ficar orgulhoso ou ser invejado. Sua intenção era se melhorar, cada vez mais, para poder ajudar todos que precisassem dele.

E foi assim que Léo, usando a bondade, se tornou um verdadeiro rei na savana. Ele era admirado, respeitado e amado por todos. Não pela sua força física, mas sim pela força do seu coração.


Adaptação de uma história encontrada no site História infantil para dormir.

 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita