Cartas

Ano 15 - N° 763 - 13 de Março de 2022

De: Clovis Armando Borba dos Santos (Porto Alegre, RS)

Segunda-feira, 7 de março de 2022 às 14:18:47

Assunto: Desprendimento da alma pós-morte corpórea

Então o perispírito fica preso à matéria (o corpo físico) durante 72 horas. É isso que entendi?

Clovis


Resposta do Editor
:

A referência ao prazo de 72 horas apareceu, pela primeira vez, quando o tema cremação de cadáveres humanos foi examinado por Emmanuel, que afirmou, por intermédio de Chico Xavier, que "a cremação é legítima para todos aqueles que a desejam, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrência em qualquer forno crematório".

O prazo sugerido tem por fim evitar o que Richard Simonetti disse que pode ocorrer como consequência de uma cremação feita imediatamente após a morte corpórea. Segundo Simonetti, embora o cadáver não transmita sensações ao Espírito, este experimentará obviamente "impressões extremamente desagradáveis" se no ato crematório a alma estiver ainda ligada ao corpo.

É equivocado usar nesse caso a expressão “preso à matéria”, pois, em verdade, trata-se de uma ligação entre o Espírito e o corpo físico. Essa ligação persiste por algum tempo depois da morte corpórea porque, conforme dito nas questões 155 e 156 d´O Livro dos Espíritos, não existe uma linha de demarcação nitidamente traçada entre a vida e a morte, visto que o Espírito se desprende gradualmente e se solta pouco a pouco dos laços que o atam ao corpo físico.

 

De: Airton Schmidt de Azevedo (Navegantes, SC)

Sábado, 5 de março de 2022 às 10:23:29

Sei que vocês não gostam de polêmica, mas o que vou comentar não tem a finalidade de ser publicado na revista. Certa vez, comentei a respeito da vida de Moisés comentada pelo conde Rochester, psicografado pela Vera Krijanowsky, "O faraó Mernephtah" e recebi como resposta que o livro ainda não tinha sido homologado por outros espíritas. Pois bem, nele Thermuthis comenta a vida dele e a fuga para a Índia, onde ele teve contato com os sacerdotes Brahma e Vedas e aprende a manipular ervas e outras magias. Me informaram que não havia nada que confirmasse essa ida dele até àquele país.

Pois bem, no livro “A Gênese”, no rodapé do capítulo IX - revoluções periódicas, encontra-se a seguinte nota:

“A lenda indiana sobre o dilúvio refere, segundo o livro dos vedas, que Brama, transformado em peixe, se dirigiu ao piedoso monarca Vaivaswata e lhe disse: ‘Chegou o momento da dissolução do Universo; em breve estará destruído tudo o que existe na Terra. Tens que construir um navio em que embarcarás, depois de teres embarcado sementes de todos os vegetais. Esperar-me-ás nesse navio e eu virei ter contigo, trazendo à cabeça um chifre pelo qual me reconhecerás.’ O santo obedeceu; construiu um navio, embarcou nele e o atou por um cabo muito forte ao chifre do peixe. O navio foi rebocado durante muitos anos com extrema rapidez, por entre as trevas de uma tremenda tempestade, abordando, afinal, ao cume do monte Himawat (Himalaia). Brama ordenou em seguida a Vaivaswata que criasse todos os seres e com eles povoasse a Terra. É flagrante a analogia desta lenda com a narrativa bíblica de Noé. Da Índia ela passara ao Egito, como uma multidão de outras crenças. Ora, sendo os livros dos Vedas anteriores ao de Moisés, a narração que naquele se encontra, do dilúvio, não pode ser uma cópia da deste último. O que é provável é que Moisés, que aprendera as doutrinas dos sacerdotes egípcios, haja tomado a estes a sua descrição.”

Airton


Resposta do Editor
:

Nada temos contra as obras de J. W. Rochester psicografadas pela médium Wera Krijanowsky, que lemos, apreciamos muito e sugerimos a confrades e amigos. O que devemos evitar é considerar como parte da doutrina espírita revelações, opiniões ou informações singulares.

Se Moisés esteve ou não na Índia, trata-se de algo que não tem importância, mesmo porque ele pode ter colhido essa informação nos textos védicos, sem ter sido preciso, para isso, sair do Egito.

 

De: Valderêdo Borba de Sousa (João Pessoa, PB)

Domingo, 6 de março de 2022 às 06:53

Assunto: As Domingueiras

Queridos Amigos e Amigas

“Ante o bloco de pedra bruta, não se prenda à ideia do peso. Lembre-se da estátua primorosa que poderá sair dele. Contemplando as dificuldades da sementeira, não se detenha no receio à enxurrada e aos vermes daninhos. Recorde o pão que lhe fartará o celeiro. À frente da tempestade, não se perca em lamentações. Medite nos benefícios que advirão de sua passagem.” Agenda Cristã. Chico Xavier/André Luiz

Realmente parece que os nossos problemas são singulares e únicos, e pelo nosso orgulho e vaidade não buscamos ajuda às pessoas amigas e ou familiares, e nos ferimos e nos machucamos e não resolvemos, que tal refletirmos nesse texto deste MOMENTO ESPÍRITA:

COZINHANDO NOSSOS FEIJÕES

Conta certa lenda que um monge, muito sábio e já idoso, se dispôs a encontrar um substituto para a administração da comunidade a que servia.

Eram muitos os seus pupilos, mas a convivência com eles deixava claro que nem todos possuíam as condições necessárias para ocupar o cargo.

No entanto, dois rostos se realçaram em sua mente, por lhe parecerem os mais preparados.

Como somente um poderia substitui-lo, ele resolveu lançar um desafio que poria a capacidade de ambos em cheque e mostraria o mais apto a sucedê-lo.

Dessa forma, convocou os dois monges e deu, a cada um, alguns grãos de feijão, que deveriam ser colocados dentro de seus sapatos, na hora de fazerem a prova.

O desafio seria subir uma grande montanha usando os sapatos com os grãos de feijão dentro. Chegados o dia e hora marcados, teve início a prova.

Logo nos primeiros metros, um dos candidatos começou a mancar. Não foi além do meio da subida. Seu rosto estava marcado pela dor. Ele parou e tirou os sapatos. As bolhas, em seus pés, eram imensas e sangravam.

Sentou-se à beira do caminho, reconhecendo que não teria condições de prosseguir.

Para sua surpresa, verificou que o outro concorrente sumiu de vista, andando ligeiro, montanha acima. Quando a prova foi encerrada, todos se reuniram para aplaudir o vencedor. Mais tarde, após colocar curativos nos próprios pés, o perdedor aproximou-se do vitorioso e lhe perguntou como conseguira fazer todo o percurso com os grãos nos sapatos.

Ah! - elucidou ele - é que antes de colocá-los nos sapatos, eu os cozinhei.

São variados os desafios que enfrentamos no decorrer de nossas vidas.

De um modo geral, saímos afoitos querendo resolvê-los o mais depressa possível. Quase sempre nos esquecemos de buscar, antes, uma forma de amaciarmos nossas rudes dificuldades.

Por mais difícil seja a prova que a vida nos apresente, em determinados momentos, podemos encontrar uma forma para, ao menos, amenizar a situação.

Talvez baste a disposição de conversarmos com alguém que nos possa auxiliar a ver uma solução para um fato que nos pareça impossível de ser resolvido.

Em certas situações, muitas vezes, bastará um gesto, algumas palavras que retratem nosso desejo de encontrar uma saída, com sabedoria e humildade.

Por vezes, teremos que nos colocar no lugar do outro, para compreender melhor a sua problemática, o que nos levará a perceber o quanto nós também, ainda, necessitamos nos amaciar interiormente.

Os desafios são inevitáveis mas, sempre poderemos usar nossa inteligência, nossa criatividade, na busca de soluções.

Se não resolvermos as situações difíceis que nos envolvem, carregaremos nossos problemas para onde formos.

São exatamente o nosso orgulho, o nosso egoísmo ou a nossa vaidade que nos colocam traves nos olhos, impedindo-nos de ver o que pode ser uma solução.

Esses monstros nos perseguem porque os alimentamos. Problemas, todos os temos. Maiores, menores.

Somos nós que determinamos se eles nos dominam ou se nós os vencemos.

Lembremo-nos de que, às vezes, bastará cozinharmos os nossos feijões.

Redação do Momento Espírita, com narração de lenda de conhecimento oral.

Temos a capacidade de resolver nossos próprios problemas, mas nem sempre sozinhos, às vezes é necessário pedir ajuda ao nosso irmão, e pedir não é humilhante, é praticar a humildade e encontrar a solução adequada, que, muitas vezes, não serve só para nós, mas para muitos.

Aproveitemos o domingo para fazer o Bem, nos preparando para uma fecunda semana de Amor no trabalho do Bem, com Jesus.

Obrigado. Muita Paz!

Valderêdo Borba

 

De: Aécio Emmanuel César (Sete Lagoas, MG)

Quinta-feira, 3 de março de 2022 às 02:13

Assunto: A lógica da Lei

Senhoras e Senhores,

A Lei do esforço próprio... Diante dos descalabros dos escândalos sociais, seríamos quais crianças teimosas que, enfermas, recusássemos a tomar o remédio eficaz e curador? Com certeza, bem piores. Assim sendo, precisamos, sim, o quanto antes, vivenciar os Mandamentos do Criador – que ainda está em voga – com todo nosso coração e com toda a nossa alma.
Por que é tão difícil amar a Deus como se ama uma imagem de um santo escolhido pelo povo? Aquele e não esse, não mereceria toda a nossa cristandade e veneração? O que seria, pois a fé verdadeira, se essa está abalizada não em religiões, mas sim, na vontade altruísta de se auto iluminarmos no Auto Amor? Jesus curava não apenas através do seu magnetismo curador, mas pela fé que os enfermos a Ele acreditavam possuir. “A tua fé o curou”, Dizia sempre para aqueles agraciados pela cura. Por que então não escolher a Deus que acima de todas as imagens e crenças, Ele reina absoluto não necessitando de intermediários?
Infelizmente o que acontece é que é difícil sair das tradições que nossos antepassados alicerçaram em nosso mundo interior ou aquelas que hoje fazem parte do nosso suposto aconchego espiritual. Sabe-se que amar a Deus e o próximo como se deve, para muitos seja difícil, porque para tal desiderato é indispensável servir, servir sempre e não ser servido; de praticar a Caridade em todos os sentidos. Rezar faz parte das nossas querelas religiosas, mas praticar essa Virtude sublime excede toda oração em palavras, porque ela em si já é uma prece irradiada de corações reconhecidos por Deus e agradecidos por hoje errar-se bem menos.
Como sempre pergunto aqui, por que o sofrer humano? Necessário será a angústia da alma para se libertar das sombras que ela mesma criou para si? Ou ainda se encontra naquele estágio infantil que não percebe se as suas atitudes serão ou não benéficas? Que ainda precisa de uma Força Maior, como a um Pai a pegar em suas mãos no sentido de ensinar a caminhar com os próprios pés, reconhecendo que nesse caminhar mais seguro, estará sendo observado por outras mentes mais poderosas voltadas para o bem ou para o mal? Qual seria, aqui, a lógica da Lei de Deus? Castigo e punição ou aprendizado e libertação?
Hoje se sabe que a Terra além de ser uma escola bendita, também nos serve de hospital indispensável para todo aquele que deseje se melhorar moral e espiritualmente. Como também de uma prisão provisória, pois, querendo ou não, será nela que iremos pagar ceitil por ceitil as nossas dívidas para com a Justiça Divina. Ahhh, se vai...
Vamos analisar comigo a seguinte citação retirada do livro Libertação no seu capítulo IV, narrado pelo espírito André Luiz pela mediunidade de Chico Xavier a respeito desse meu raciocínio. Vejamos: “Sem que o espírito, senhor da razão e dos valores eternos que lhe são consequentes, delibere mobilizar o patrimônio que lhe é próprio, no sentido de elevar o seu campo vibratório, não é justo seja arrebatado, por imposição, a regiões superiores que ele mesmo, por enquanto, não sabe desejar”. Como podemos analisar na citação acima, aqui está a lógica da Lei Universal que nos rege. Se cumprimos com os nossos valores adquiridos no perlustrar das inúmeras fases da evolução, concomitantemente de reencarnações e reencarnações compulsórias; se já conquistamos por merecimento os laureis da razão tendo como esteio sagrado o Amor a Deus acima de tudo e de todos e ao próximo como a nós mesmos, não vejo aqui o motivo da paralização da Centelha Divina nos pórticos dos sofrimentos atrozes. Repito aqui: Até quando o sofrer humano? Creio que não será necessário que o mundo se consuma no Éter de Deus e que a população seja obrigada a compor outros quadros primitivos de onde, dessa fase, passou satisfatoriamente até aqui. É racional compreendermos que o homem em si na sua reforma íntima indispensável ao seu progresso, deverá metamorfosear-se, no sentido de destruir as vibrações que impedem o seu avanço sentimental.
O campo vibratório ainda pesado e negro do homem até então, está aprisionando seu espírito. O mundo material com a sua tecnologia de ponta está fomentando ilusões em um mar onde, tempestuoso, não ache aqueles que procuram aventurar-se sem a bússola da obediência e do conhecimento, conduzido, rumo certo, para o cais da razão consciente.
Não será justo colocar um aluno estagiando num pré-primário, que não preencheu os requisitos essenciais na conquista de nova fase de aprendizado, matriculá-lo numa universidade em que se estuda tão e somente a Filosofia quântica de Deus. Com certeza chegará mudo e sairá calado. Concomitantemente, muitos de nós anseiam com o Céu religioso, paradisíaco, mas ainda nos encontramos imantados no inferno escaldante das nossas faltas, dos nossos desequilíbrios, da nossa loucura em não reconhecer que, se queremos algo, é necessário e indispensável que também ofereçamos algo de nós.
Agora, se ainda somos rebeldes em não querermos sair do pântano dos vícios afanosamente alimentados, creio que seremos empregados em atividades inferiores que, nada mais, nada menos, também se aprende forçosamente, mas aqui, impulsionados pelo chicote da correção implacável. E segundo Gúbio nessa outra citação, que amplia ainda mais esses meus apontamentos: “A Lei estima infinitamente a Lógica”. Simples, clara, objetiva. O caminho é esse e de mão única. E como disse o filósofo Sêneca: “O homem que sofre antes de ser necessário, sofre mais que o necessário”.

Comigo, juntos, Leitor Amigo?

Aécio César

 

De: Carlos Barros (João Pessoa, PB)

Domingo, 6 de março de 2022 às 10:18

Assunto: Informativo KARDEC JÁ – edição de janeiro e fevereiro de 2022

Amigo, bom dia. Segue o link do nosso informativo para sua apreciação e compartilhamento com amigos nas redes sociais. Para acessar, clique aqui

Confirme, por gentileza, o recebimento desta edição. Muito obrigado por sua colaboração.

Tenha um ótimo domingo com a família. E que venha a semana seguinte!

Carlos Barros

 

De: IEEAK - Instituto de Estudos Espíritas "Allan Kardec" (Mirassol, SP)

Sexta-feira, 4 de março de 2022 às 09:34

Assunto: GAZETA IEEAK de Março/2022

Irmãos, irmãs da lide espírita...

Anexo, nosso Informativo Espírita Mensal, referente a Março/22, para nossas reflexões quanto ao que a vida nos oferece.

Pedimos repassá-lo aos teus contatos, para que cumpramos a sugestão do Espírito Emmanuel: "divulgarmos a Doutrina".

Para acessar a Gazeta IEEAK, clique aqui

Abraços fraternos,

Sérgio Bernardi

 


 
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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita