Brasil
por Ana Moraes

Ano 15 - N° 749 - 28 de Novembro de 2021

Waldenir Cuin: 40 anos de coluna espírita no Diário de Votuporanga


 

No dia 28 de outubro de 1981, com o artigo “Pena de Morte”, Waldenir Aparecido Cuin, um dos colaboradores mais assíduos de nossa revista, dava início a uma
parceria entre ele o periódico A Vanguarda, hoje Diário de Votuporanga, com uma coluna espírita semanal que completou no mês passado 40 anos sem interrupção.
No dia 29 de outubro último, quatro décadas após a estreia da coluna, o próprio Diário de Votuporanga publicou uma matéria de página inteira repercutindo o fato.

Nessa matéria, em que foi reproduzido o artigo de estreia da coluna, o Diário publicou depoimentos de alguns dos leitores da coluna e uma entrevista feita com nosso colega, em que ele fala sobre sua trajetória no campo da divulgação espírita.

A entrevista é reproduzida na íntegra, para conhecimento dos nossos leitores e, ao mesmo tempo, como uma singela homenagem ao estimado companheiro, cuja participação em nossa revista muito nos honra.

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 Quando você começou a escrever?   

A vocação para a escrita surgiu na infância. Uma vez alfabetizado sempre senti uma imensa vontade de me expressar pela escrita, então rascunhava poesias e textos que enchiam cadernos. Alguns deles tenho até hoje.      

Na juventude mantínhamos um jornal na Mocidade Espírita Humberto de Campos e depois, já como funcionário da CESP - Companhia Energética de São Paulo, fundamos o jornal “Circuito Fechado”, em parceria com o meu amigo Ideval Geraldo Freitas.

Em outubro de 1981, sentindo vontade de divulgar a Doutrina Espírita, procuramos o senhor Antonio Carlos de Camargo, na antiga "A Vanguarda", hoje “Diário de Votuporanga” e, também com a aquiescência do nosso grande amigo saudoso Nelson Camargo, começamos nossas colunas espíritas, semanais, pelas páginas desse jornal.


MIL CENTO E OITENTA E TRÊS ARTIGOS

- Quanto tempo escreve seus artigos para o Diário de Votuporanga?     

Começamos no dia 28 de outubro de 1981, com o artigo “Pena de Morte” e de lá até os dias atuais estamos semanalmente, nas páginas do Diário, tendo publicado até o momento 1.183 artigos e mais de cinquenta entrevistas feitas com renomados expoentes do Espiritismo.

- Qual a sensação que fica nesses 40 anos escrevendo para o Jornal?

Uma sensação muito gratificante de poder espalhar ao público leitor os conhecimentos que adquirimos ao longo do tempo e que inúmeros benefícios nos renderam, pois é dever cristão compartilhar o que temos, exercer a cooperação para contribuirmos visando a formação de uma sociedade mais justa, fraterna e humana.

- Escrever é um dom ou consequência de muita leitura e transpiração?

Cremos que seja as duas coisas. Muitas vezes escrevemos com uma facilidade imensa, sob uma forte inspiração, já em outras oportunidades precisamos de muito esforço e transpiração para a elaboração de um texto. Sem dúvida a leitura ajuda muito, principalmente na construção do nosso vocabulário, além, obviamente, dos conhecimentos que adquirimos.

- O que exatamente é a escrita para você?

É forma mais eficaz de transmitir uma ideia, pois que o pensamento fica gravado. Na fala muita coisa é perdida.


CLÁSSICOS DA LITERATURA ESPÍRITA

- Quais os “clássicos” da literatura que você mais admira?

Sempre gostamos da literatura espírita, por ser muito objetiva e autêntica, além de mostrar a realidade existente fora do mundo físico.  Os livros Espíritas decorrentes de autores idôneos dispensam as fantasias e ficções, transmitindo conhecimentos reais que nos enriquecem de valores dignos, sempre esclarecendo que a vida nos devolve o que a ela damos. Citamos livros como “Paulo e Estêvão”, “Há dois mil anos” e “Renúncia” de Emmanuel, psicografia de Francisco Candido Xavier. Também “Nosso Lar”, “Missionários da Luz” e “Libertação”, de André Luiz, psicografia de Francisco C. Xavier, e por último “Memórias de um Suicida”, de Camilo Cândido Botelho, psicografia de Yvonne do Amaral Pereira. Por Humberto de Campos, “Brasil, coração do mundo e Pátria do Evangelho”, “Cartas e crônica”, dentre outros tantos.

- Quais autoras e autores influenciaram a sua escrita?

Sempre apreciamos o estilo claro e objetivo de Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos, através da psicografia de Francisco C. Xavier.


12 LIVROS PUBLICADOS

Você escreveu livros em sua trajetória, quantos foram? Pode citar alguns?

Aproveitando o material divulgado pelo “Diário de Votuporanga”, ao longo desses 40 anos, publicamos doze livros, tais como “Perguntando e aprendendo”, “Usando os nossos talentos”, “Respostas dos Espíritos”, “Histórias reais e reflexões” e outros. Os livros foram publicados pela Editora EME, de Capivari (SP). Nossos livros alcançaram, até o momento, uma vendagem de mais de 60 mil exemplares.

- Como destinou os direitos autorais?

Para que o livro espírita tenha um custo mais acessível e alcance o maior número possível de leitores, abrimos mão dos direitos autorais. Mesmo assim a editora nos envia de cada edição 200 exemplares, que comercializamos e destinamos os recursos obtidos para as obras assistências e de promoção humana da Associação Beneficente Irmão Mariano Dias, que acolhe diariamente 115 crianças e adolescentes, socorrendo também muitas famílias carentes.

- Você escreve para a imprensa espírita?

Sim, escrevemos para a revista “O Consolador”, de Londrina-PR,  “Folha Espírita”, de São Paulo, revista “Verdade e Luz”, de Lisboa, Portugal, e ainda, em Votuporanga, também para o Jornal “A cidade”.

- Em que momento da vida você se sentiu “sou um escritor”?

Achamos que a denominação de escritor fica um pouco pesada. Gostamos de escrever e isso muito nos alegra.

- Deixe uma mensagem para o leitor de fé e esperança.

Qualquer criatura em sã consciência e plena lucidez do seu raciocínio deseja ser feliz e viver em paz. Sendo assim, vivamos de tal maneira a contribuir para o bem estar de todos, movimentando nossas ações com muita fé no potencial que temos.

Quando plantamos a alegria de viver nos corações alheios, por certo, estamos emitindo mensagens de esperança àqueles que caminham conosco, pois somos filhos de Deus, irmãos de Jesus e amigos dos Benfeitores Espirituais, que tudo fazem para o nosso bem. Cultivemos o otimismo e a vida será otimista conosco.
 

 


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita