Joias da poesia
contemporânea

Autor: Auta de Souza

 

Almas de virgens

 

Andam sombras errando abandonadas

Ao pé das lousas e das covas frias,

Almas de pobres freiras desamadas,

Perambulando pelas sacristias.

 

Almas das que não foram desposadas,

Como bandos de rolas erradias,

Angélicas visões de bem-amadas,

Mortas na aurora rútila dos dias…

 

Virgens mortas! Tristíssimas oblatas

De um sacrário de luz piedoso e santo,

Que sonhais entre os tálamos celestes,

 

Entoai nos céus as tristes serenatas

Com as vossas roxas túnicas de pranto,

Cantando à luz do amor que não tivestes!…

 

Do livro Parnaso de Além-Túmulo, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.



 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita