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por Altamirando Carneiro

 

As lições do sofrimento

 
Não nascemos para sofrer e Deus não quer que nenhum de seus filhos sofra. Mas o sofrimento faz parte da vida, pois é por intermédio dele que evoluímos. Estamos num mundo de expiação e provas e não podemos pretender que as coisas sejam diferentes do que são.

A perda de entes queridos, os acidentes que não conseguimos evitar, os reveses da fortuna, as doenças de nascença, as deformidades têm origem em vidas passadas. Já os atos voluntários de nossa parte, catalogados no campo da maldade humana, têm sua origem nesta vida mesmo. Assim como quem semeia o bem vive cercado de pessoas boas, quem semeia o mal tem o mal à sua volta e pode terminar como vítima do mal que semeou.

Nem todo sofrimento é originário de uma determinada falta. Pode também derivar de provas escolhidas pelo Espírito, para o seu adiantamento. Por isso, a expiação (por algo cometido) serve como prova, mas nem toda prova é uma expiação. Provas e expiações são sinais de inferioridade relativa, pois quem é perfeito não precisa ser provado.

Convém que soframos com resignação. Os que assim procedem serão os bem-aventurados a quem Jesus se referiu, no Sermão do Monte. A resignação difere da conformação. Quem é resignado diante do sofrimento sabe que nada lhe acontece por acaso, mas tem a coragem de lutar, diante dos sofrimentos e das dificuldades. Ao contrário daquele que simplesmente se conforma com a situação e cruza os braços diante da dor, da vicissitude, da dificuldade. 

Muitas pessoas têm dificuldade para compreender a mecânica da Lei da Reencarnação e da Lei de Causa e Efeito. Então, diante das vicissitudes da vida, das doenças, dos problemas financeiros e outras dificuldades, elas se revoltam e se questionam quanto ao que fizeram, para sofrerem tanto. 

"São provas impostas por Deus - esclarecem os Espíritos na questão 984 de O Livro dos Espíritos -, ou escolhidas, por vós mesmos, quando no estado de Espírito e antes da vossa reencarnação, para expiar as faltas cometidas numa outra existência. Porque jamais a infração das leis de Deus, e sobretudo da lei da justiça, fica impune; se a punição não é feita nesta vida, o será necessariamente em outra. É por isso que aquele que é justo, aos vossos olhos, vê-se frequentemente atingido pelo seu passado".

Tornou-se um lugar comum a afirmação de que "a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória". De fato, na vida não é diferente. Nossa vida atual é reflexo da anterior, assim como a futura será efeito desta.


  

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita