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por Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo

 

Livre-arbítrio e espiritualidade


Somos os construtores de nosso destino, temos e desfrutamos do livre-arbítrio em nossas decisões. Elas muitas vezes não são frutos das melhores escolhas, são precipitadas e desequilibradas, mas não podemos culpar a Deus ou aos outros. Temos que assumir que temos imperfeições, nos perdoar e nos corrigir para nos tornarmos melhores.

Assim se expressa o médico André Luiz: “Nossa alma vive onde se lhe situa o coração. Caminharemos, ao influxo de nossas próprias criações, seja onde for. O Universo é a projeção da Mente Divina e a Terra, qual a conheceis em seu conteúdo político e social, é produto da Mente Humana”. (1)

Diante dessa informação, ficamos cientes de que estamos vivendo o melhor momento de nossas vidas, com a melhor família que precisávamos para progredir e para cultivar os bons hábitos e a espiritualidade em nosso favor. Aqui relaciono algumas maneiras de ser mais feliz, ou de ter paz e a consciência tranquila.

Creiamos, Deus é nosso Pai, sabe tudo, oferece-nos a misericórdia, a sabedoria e o amor para nossa edificação. É necessário que nos deixemos conduzir por Suas leis sábias e justas, sintonizando com Sua luz, que nos concederá outras almas para construção do reino da glória e da lavoura do bem desde agora. Os recursos da vida são obras do Criador, que distribui generosamente a todos. Peçamos com humildade e com paciência a inspiração do bem, que nasce puro de Deus.

Pensemos todo dia, pelo menos uma vez, sobre estes assuntos: Como eu posso melhorar o meu trabalho, a convivência em família, com meus amigos, com minha cidade e com meu país?

Aprendamos a escutar com atenção e a descobrir novas fontes de ideias nobres. Tanto com os olhos, quanto com os ouvidos, e com o coração. Estejamos de mente aberta a novos paradigmas através de novas amizades, novas leituras, novos assuntos, com boa vontade para descobrir conhecimentos que nos espiritualizam. Tenhamos atitudes e pensamentos positivos e otimistas, porque isso nos ajuda a alcançar nossos objetivos.

Muito importante em nossas escolhas é não prejudicar nossa mente e nossa saúde com: álcool, drogas, pessimismo, ansiedade, alimentação inadequada. Excessos em geral causam malefícios ao corpo, ao cérebro e ao espírito.

Outro item importante é aproveitar o nosso tempo de folga (de descanso, de férias e feriados) com sabedoria: só para lembrar que parte das grandes invenções, dos grandes livros, das grandes composições musicais, das grandes ideias que revolucionaram o mundo foram produzidas durante tempo "ocioso" de seus autores, que refletiram nelas.

Por fim, saibamos todos que há um tesouro em nossa cabeça: nosso cérebro. Ele tem muitos recursos ainda para serem explorados, usemo-lo para o bem. Mas saibamos que nosso cérebro é apenas a caixa de ferramentas que nós (Espírito) utilizamos para movimentar-nos na Terra. Aquilo que dizem ser mente é nosso Espírito. Portanto, apliquemo-nos ao bem, pois, não basta saber, é necessário viver e sobretudo agir.


(1) André Luiz (Chico Xavier) – “Nos domínios da mediunidade” – FEB.

 

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é bacharel em direito com especialização em dependência química pela USP-SP/GREA.

  
 

 

     
     

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 Revista Semanal de Divulgação Espírita