Artigos

por Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo

 

Cristo: o sol moral do mundo, ele não envelheceu


Uma emoção especial sustenta no ar a mensagem do amor e da fraternidade entre as criaturas, com a aproximação do nascimento do Cristo.

É uma corrente de pensamentos e ações no campo do bem que se espalha no coração das pessoas e pelas cidades.

Nessa estação, as pessoas desejam e se permitem manifestar o que há de melhor em seu íntimo, e ocorre uma transformação da psicosfera material e espiritual em torno da Terra, e todos almejam ser mais felizes e fazer as pazes.

É necessário que o Cristo nasça em nós, na vivência de nosso dia a dia, como luz que fazemos nos passos de nossos irmãos, como mãos que amparam os caídos, palavras que confortam os tristes e desesperados, e alianças de bondade com aqueles que se desviaram do caminho do bem.

Na vida, todos devem honrar a si mesmos, à sua família e à nossa sociedade, e o maior sucesso ocorre com a aliança da determinação e da fé; que podem nos dar a consciência tranquila de termos feito o melhor para nós e para nosso próximo, que nada nos faça arrepender-nos amanhã de nossas ações.

A data do nascimento do Cristo na Terra é muito expressiva para uma parcela de nossa humanidade, mas seus ensinamentos fazem parte da regra da lei áurea de todos os povos: “Fazer ao outro aquilo que desejamos nos façam”.

Ele não envelheceu na Terra e nem era preciso: “Sem violência de qualquer natureza, altera os padrões da moda moral em que a Terra vivia há numerosos milênios. Contra o uso da condenação metódica, oferece a prática do perdão. À tradição de raça opõe o fundamento da fraternidade legítima”. (1)

Porque nasce a paz cada vez que duas pessoas se perdoam, é Natal.

Porque nasce o amor cada vez que alguém auxilia uma outra pessoa, é Natal.

Porque nasce a alegria e a fé cada vez que uma pessoa abre um sorriso nos lábios e olha com os olhos do coração para seu semelhante, é Natal.

As dicas do Natal são drágeas de saúde para nossas vidas.

Para os semelhantes: estima, fraternidade e solidariedade.

Para os inimigos: o perdão e a prática do bem sem revide.

Para os amigos: a disposição, a confiança e o ombro amigo.

Para os filhos: o exemplo – o único modelo que edifica o caráter.

Para os pais: o respeito, com o retorno do bem por tudo que nos fizeram.

Para o país: o cumprimento do dever e a honestidade no agir.

Para o Criador: a proteção do nosso meio ambiente, a vivência de suas leis e a gratidão pela vida e pelo nosso livre-arbítrio.

Natal não pode ser por um dia, e sim por todos os dias de nossas vidas, quando deixamos a mensagem do Cristo iluminar nossos caminhos, nosso coração e nossa mente.

Muitas pessoas dizem que o dia mais importante de nosso mundo foi quando se encerrou a Segunda Guerra Mundial; outros, quando o homem aportou na lua; outros ainda esperam pela descoberta da cura para a Aids, câncer e a dependência química, e que esse dia poderá ser o mais importante para a humanidade. Entretanto, um homem simples, desapegado do poder e das riquezas, fez a diferença em nossas vidas, ele é nosso Mestre e irmão maior, é a figura mais importante de todas que chegaram até aqui: Jesus de Nazaré.

O Natal é para lembrarmo-nos do Cristo que deve fazer morada em nossas mentes e em nossos corações. E a data somente será completa se entendermos que existem dois nascimentos do Mestre, um que aconteceu na singela manjedoura, e este que deve acontecer, permanentemente, no dia a dia em nosso coração acolhedor e generoso com Jesus.

Sabiamente Jesus não nos impôs uma meta, ou exigiu coisas difíceis de se realizar; ainda junto aos seus discípulos, resumindo as leis divinas, disse que um novo ensinamento nos deixava: “Que nos amássemos uns aos outros, como ele nos amou”.

“Eis por que a Doutrina Espírita nos reconduz ao Evangelho em sua primitiva simplicidade, porquanto somente assim compreenderemos, ante a imensa evolução científica do homem terrestre, que o Cristo é o Sol Moral do mundo, a brilhar hoje, como brilhava ontem, para brilhar mais intensamente amanhã.” (2)

 

(1)  Emmanuel (Chico Xavier) – Pensamento e vida – FEB

(2)  Emmanuel (Chico Xavier) – Religião dos Espíritos – FEB

 

Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo é editor da Editora EME.


 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita