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por Claudio Viana Silveira

 

“A ordem do inverso” 


“Muitas vezes, o progresso aparente dos ímpios desencoraja o fervor das almas 
[desanimadas]; a virtude vacilante recua ante o vício que parece vitorioso; e [aflige-se] o crente frágil, perante o malfeitor que se destaca, aureolado de louros.”(Emmanuel).

“A ordem do inverso” é uma canção de Yuseff Leitão, Paraense, defendida por Juliana Franco no VII Festival de Música Popular Paraense, em 2015, que aborda política, pilantragens e frustrações do povo de nosso País... (A interpretação, integral, magnânima, pode ser apreciada no YouTube.)

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Tanto a exortação sacra do Benfeitor, como a profana na composição do autor supracitado, abordam aparências, vícios, malfeitores. Ambas expressam a frustração dos bons ante o progresso aparente dos ímpios.

Tentamos, timidamente, dissecar o pensamento de Emmanuel sobre as frustrações em geral do Cristão, por ele aqui abordadas, e por Yuseff em sua oportuna composição.

Todas as nossas frustrações são frutos de nossas expectativas. São tais frustrações mais afilhadas da desconfiança do que da Fé inabalável, fundamentada; e que é o galardão dos nossos bons feitos.

É larga a estrada do progresso aparente. É, porém, estreita, espinhosa, pedregosa, difícil, a estrada das almas que não caem no desânimo.

O vício, que é “a ordem do inverso” e que parece vitorioso, nos pega de surpresa aos que ainda possuímosvacilante a virtude da confiança.

Existe atrativo ‘mais atraente’ do que os que a mídia tenta nos convencer, todos os dias, de que são realmente atrativos? E o trocadilho aqui nos remete à letra de “a ordem do inverso” que recomendamos seja examinada...

Dessa forma, o crente frágil, que constata o ‘picareta’ sendoaureolado, perguntará a si próprio: “Espera aí!... Vale a pena ser honesto, quando todos os‘malfeitores’ estão se dando bem e sendo ovacionados?”

Reflitamos que o Mundo não é umeducandário perfeito e que Seu Governador não tem poupado esforços para que a população do Orbe se realinhe às Divinas ou Naturais Leis.

Um Espírito Protetor, em O Evangelho segundo o Espiritismo (Cap. XVII, 10, O homem no mundo), nos orienta que “vivamos com os homens do nosso tempo, como devem viver os homens (...). Sois chamados a estar em contato com Espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos”. Mas também nos exortará “sacrificai-vos às necessidades, e até mesmo às frivolidades de cada dia”.

Resumindo, que vivamos no Mundo sem a ele pertencermos; e que muito mais que frivolidades, a corrupção, o mau-caratismo, as pilantragens são vícios que emperram a Regeneração Planetária, prescrita nos Divinos Propósitos.

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Não é interessante que pelas ações de alguns o Planeta deixe de ser umEducandário e passe a ser um ‘Reformatoriozinho de quinta!’. Este é “a ordem do inverso”; aquele, o caprichoso propósito do Pai...

... E sob os auspícios zelosos do Governador!...

Parece-nos que o inverso tornou-se a regra e o direito; a ordem, a exceção!...


(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido,Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 128 - Não rejeites a confiança; 1ª edição da FEB.)


 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita