Joias da poesia
contemporânea

Espírito: João de Deus

 
Ampara sempre


Se a treva do mal procura

Mergulhar-te na amargura,

Não te aflijas, meu irmão!...

Olvida o fel que te invade

E acende a luz da bondade

No templo do coração.

 

Muitas vezes a ironia,

Sob a cólera sombria,

É grito de angústia e dor.

Alma revolta na vida

É como a terra ferida,

Necessita de amor.

 

Ampara sempre... O Caminho

Nem sempre será de arminho

Que te convide a cantar.

Terás, igualmente, um dia,

A luta, o pranto e a agonia

Por viver e atravessar.

 

Alguém clama ou desespera?

Silêncio! Trabalho e espera

Na alegria calma e sã...

Sobre a noite brilha a aurora

E, além das sombras de agora,

O dia volta amanhã.

 

Do livro Cartas do Coração, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita