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por Cláudio Bueno da Silva

 

A voz da verdade


“Eu nasci e vim a este mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João, 18: 33 a 37). Com este pensamento Jesus diz ao mundo por que encarnou na Terra.

Ele não foi um teórico, mas viveu, exemplificou a doutrina que trouxe à humanidade.

Por que um Espírito da envergadura moral do Cristo, de altíssima evolução, se abalaria a descer num mundo inferior para mostrar como deveríamos viver? Por certo, o amor por seus irmãos da Terra estava na essência da sua santa preocupação.

Conhecendo bem a natureza e as necessidades humanas, aplicou-se essencialmente ao trabalho de educar as crianças espirituais que éramos, preparando-nos para o conhecimento da vida espiritual.

Embora, nas suas parábolas, recorresse sempre a elementos materiais como instrumentos pedagógicos, para ele a vida material propriamente dita tinha a importância limitada às engrenagens naturais dos relacionamentos, familiar e social.

Em seu apostolado Jesus reduziu a proporções necessárias os fenômenos de ordem física que provocou, utilizando a capacidade incomum do seu Espírito, com o desejo incessante de fazer o bem. Evidentemente poderia tê-los produzido em muito maior número e mais poderosos se o quisesse.

Jesus curou cegos, surdos, paralíticos, doentes, obsidiados, se mostrou útil em todas as circunstâncias, tocando assim o coração do povo, “anunciando o Evangelho aos pobres”.

Mas, além de socorrer os sofredores com seus fluidos puros, fez da sua missão divina um projeto glorioso de educação moral visando ao progresso espiritual da humanidade. Amando e esclarecendo, encheu de esperanças quanto ao futuro àqueles que “ouvissem a sua voz”.     

Todo o seu ensino se baseou fundamentalmente nos princípios de justiça, amor e caridade. “Se, em lugar de oferecer princípios sociais e regeneradores, fundados sobre o futuro espiritual do homem, ele não tivesse a oferecer à posteridade senão alguns fatos maravilhosos, hoje mal seria conhecido pelo nome”, disse Allan Kardec ¹.

Jesus permanece atual pela força das suas obras totalmente conectadas com as leis divinas. Por isso seu Evangelho não passará e nós precisamos dele hoje mais do que em qualquer tempo. 

 

¹ Kardec, Allan. A Gênese. “Os milagres do Evangelho”, Edicel, 1977.
 

 

 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita