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por Rogério Coelho

 

Em defesa dos animais


O homem tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização


“Qualificamos de hipócritas os que apenas aparentemente se privam de alguma coisa.” - O Livro dos Espíritos – questão nº. 724.


Existiu nos Estados Unidos da América do Norte, mais especificamente no Estado de Utah, um agrupamento de jovens radicais-vegetarianos, conhecidos pela alcunha de “Straight Edge”, que durante alguns anos aterrorizaram a capital do Estado.

Tinham um grupo de “rock heavy metal”, tatuagens espalhadas pelo corpo, pregavam a abstinência sexual antes do casamento, diziam-se contra as drogas e abstinham-se de bebidas alcoólicas; na verdade, eram nada mais nada menos que uma modalidade de terroristas: terroristas-urbanos-vegetarianos-radicais, vez que atacavam pessoas, explodiam e incendiavam estabelecimentos comerciais que vendiam carne de animais.

Ao ser preso, declarou o líder desses jovens equivocados que nenhum deles tem dramas na consciência por agredir seres humanos, porque o direito dos bois e das vacas vem em primeiro lugar.

Existe sempre uma incoerência muito grande em todo tipo de fanatismo e o desses jovens consiste em defender a vida dos animais destruindo o meio de vida dos seres humanos. Mas o contrassenso não fica só por aí, vez que todos usam botas, roupas e adereços feitos de couro de animais. Já que a filosofia deles é proteger os animais, por coerência deveriam utilizar somente material sintético nos seus usos e costumes.

Allan Kardec obtém, dos Espíritos[1] Superiores, informações detalhadas sobre a alimentação animal, onde eles afirmam: “(...) não é racional a abstenção de certos alimentos prescrita a diversos povos, porque permitido é ao homem alimentar-se de tudo o que não lhe prejudique a saúde.  A alimentação animal, além de não ser contrária à Natureza, dada a nossa constituição física, a carne alimentando a carne evita que o homem pereça.

A Lei de Conservação prescreve ao homem, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde para cumprir a Lei de Trabalho. Portanto, ele tem que se alimentar conforme o reclame a sua organização.

Abster-se de alimentação animal só é meritório se se pratica essa privação em benefício de outrem. Aos olhos de Deus, porém, só há mortificação, havendo privação séria e útil. Por isso é que qualificamos de hipócritas os que aparentemente se privam de alguma coisa”.

Naturalmente, não fica nada difícil concluir que na filosofia de vida dos confusos “Straight Edge” só coexistem: fanatismo, incoerência, completa ausência de senso lógico e altas dosagens de pura hipocrisia.


 

[1] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 8.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, questões722 a 724.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita