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por José Antônio V. de Paula

 

Reflexões espíritas: a fonte de água pura


Esta reflexão teve início durante uma conversa muito agradável com um grande amigo espírita, que participa de um grupo sério de estudo das obras de Kardec. Em determinado momento, comentando sobre o quanto eram proveitosas aquelas reuniões, ele espontaneamente exclamou: “Ah! Como é gostoso beber da água pura”. Nesse momento, com liberdade para tratar com ele sobre assuntos dos mais profundos, seja na área doutrinária quanto nas questões naturais da existência, não pude deixar de me expressar dizendo que a única fonte de água pura, no sentido sublime da expressão, foi Jesus quem trouxe ao nosso mundo. Vejamos a fundamentação para este raciocínio.

No conhecido diálogo de Jesus com a mulher de Samaria, junto ao poço de Jacó, perto da cidade de Sicar, nosso Mestre diz que de qualquer água que bebermos, teremos sede. No entanto, afirma: “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4,14).

É também importante recordarmos que quando o Messias nos prometeu o Consolador, deixou bem claro que ele não diria coisas que já soubesse, mas que teria aprendido. Ouçamos o Mestre: “Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir” (João 16,13).

Quanto ao Cristo, o único espírito puro que a Terra conheceu, assim se refere sobre si mesmo: “Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mateus 11, 27).

Enfim, se a Doutrina Espírita é o consolador prometido por Jesus, que apresenta ao mundo as leis divinas a que nosso mestre se referiu tantas vezes através de ensinos e parábolas, só ele, nosso mestre, é a fonte de água pura a dessedentar aqueles que já têm seus anseios voltados para os cimos da vida.

Com Jesus como norte e com a doutrina dos espíritos a direcionar nossos passos, temos tudo que precisamos para alçar voos aos planos superiores da vida. Nossos maiores obstáculos são nossas próprias imperfeições que tendem a nos arrastar para baixo, de volta às nossas paixões primitivas. A luta é íntima, pessoal e intransferível. Sigamos Jesus, agora sob a luz abençoada do Espiritismo.


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita