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por Temi Mary Faccio Simionato

 

Perante os doentes


O poder da prece está na vontade, nos pensamentos e sentimentos elevados, e nos propiciará coragem, força moral, paciência, resignação, e não dispensará o arrependimento sincero, a reparação necessária e o retorno às sendas do amor, do bem e das virtudes que garantem o restabelecimento físico, moral e emocional. A prece intercessora, a vibração positiva e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias ao necessitado.

É imprescindível que auxiliemos com a bênção da boa palavra, para que se sintam encorajados à recuperação e à reabilitação física e espiritual. A todos devemos oferecer o apaziguamento da alma antes da cura física.

Devemos permanecer em neutralidade dinâmica, entendendo com carinho e sem absorver o problema do doente, evitando, ao máximo, aumentar a carga de aflições com informações indevidas que podem não corresponder à realidade.

Mediante conversação agradável, devemos saber desviar os temas que incidem nas queixas, nas lamentações, na autopunição, demonstrando que o momento de redenção está chegando, mas que a ação para o êxito depende do próprio paciente, que deve iniciar o processo de autoterapia.

Para o bom atendimento ao doente, temos de estar preparados psicológica e doutrinariamente, desenvolvendo o sentimento de amor, vigiando-nos para evitar qualquer tipo de envolvimento emocional, jamais esquecendo a fraternidade gentil e caridosa como recurso hábil na tarefa a que nos propusemos.

Cada dor suportada com resignação e fé é contribuição para que novas virtudes possamos conquistar. O doente resignado dá um passo a mais em sua jornada evolutiva.

Espalhando alegria ao seu redor, incentivando a fé, estimularemos a coragem e renovaremos a esperança, dosando consolo e esclarecimento, brandura e energia.

Devemos fugir de declarações extremadas carregadas de promessas maravilhosas, deixando bem claro que Deus ajuda incessantemente na medida do esforço e da boa vontade de cada um, e que nenhuma ação no bem nem qualquer movimento da alma no sentido da reparação das dores ficarão sem resposta. Sendo positivos, estimulantes, influenciamos as pessoas a fazer as mudanças necessárias à conquista de si mesmas.

Se o Divino Mestre disse: “Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados”, também propôs: “Que vos ameis uns aos outros”. Isto como a nos dizer: “Se estiverdes em condição, vinde diretamente a mim pelos caminhos formosos da oração, mas se vos sobrecarregardes a ponto de não achardes o caminho emocional da prece, recorrei ao vosso irmão, pois que, através dele, eu vos ajudarei”.

Aos enfermos do corpo que padecem sofrimentos atrozes, ofereçamos um pouco do nosso tempo, lhes fazendo companhia ou sendo prestativos, procurando balsamizar-lhes o coração com palavras que lhes possam servir de consolo.

Aos enfermos da alma, orientemos através dos ensinamentos de Jesus, que são regras de conduta a serem seguidas para que vivam melhor, aceitando com humildade a taça de amarguras que estejam a sorver.

Cada migalha de amor sendo ofertada a um irmão em sofrimento é ao Mestre que o fazemos. É através do bem que praticamos, das lágrimas que secamos, dos sorrisos que podemos devolver e da paz que conseguimos estender, que nos faremos merecedores das benesses celestiais.

O médico espiritual André Luiz nos ensina como prevenir doenças:

1. Guarde o coração em paz à frente de todas as situações e coisas;

2. Apoie-se no dever rigorosamente cumprido. Não há equilíbrio físico sem harmonia espiritual;

3. Cultive o hábito da oração. A prece é luz na defesa do corpo e da alma;

4. Estude sempre. A renovação de ideias favorece a sábia renovação das células orgânicas;

5. Evite a cólera. Enraivecer-se é animalizar-se, caindo nas sombras de baixo nível;

6. Fuja à maledicência. O lado agitado atinge a quem revolve;

7. Use a paciência e o perdão infatigavelmente.

Todos nós temos sido tolerados pela Bondade Divina milhões de vezes, e conservar o coração no vinagre da intolerância é provocar a própria queda na morte inútil.

Corações em prece e mãos em serviço.

“Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” - Jesus (Mt 25:40).

 


Referências Bibliográficas:


VIEIRA, Waldo – Pelo Espírito de André Luiz. “Conduta Espírita”. 32ª edição, Brasília, Ed FEB, 2013. Pág. 67-68. Lição 22 - Perante os doentes.

FRANCO, Divaldo Pereira – pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. “Atendimento fraterno”. Ed. FEB, Brasília. Págs. 16, 17, 25 e 80.

ARMOND, Edgard. “Passes e radiações”. 5ª edição, São Paulo, Ed. Aliança, 2011. Págs. 70, 71, 163.

 

Temi Mary Faccio Simionato é colaboradora da Assistência Espiritual do Núcleo Espírita Redenção - São Paulo, SP.
 


 

     
     

O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita