WEB

BUSCA NO SITE

Página Inicial
Capa desta edição
Edições Anteriores
Quem somos
Estudos Espíritas
Biblioteca Virtual
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français  
Jornal O Imortal
Vocabulário Espírita
Biografias
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français Spiritisma Libroj en Esperanto 
Mensagens de Voz
Filmes Espiritualistas
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Efemérides
Esperanto sem mestre
Links
Fale Conosco
Espiritismo para crianças - Célia Xavier Camargo
Ano 1 - N° 9 - 13 de Junho de 2007


 
Tomando decisões

Enquanto o pai se entretinha a ler um jornal, Gustavo, de onze anos, pegou um livro da estante e pôs-se a folheá-lo. De repente parou, e perguntou:

– Papai, o que é livre-arbítrio?

O pai colocou o jornal de lado e tirou os óculos:

– Livre-arbítrio, meu filho, é a capacidade que o ser humano tem de tomar suas próprias decisões, fazer suas escolhas. Entendeu?

– Não.

Cheio de paciência, o pai respondeu:

– Por exemplo, Gustavo. Amanhã é sábado e tem treino de futebol à tarde. Você vai?

– Não sei, papai. Também tenho convite para ir a uma festa de aniversário, no mesmo horário.

– Eu sei. Aniversário do Jorginho, seu amigo de infância. E então? O que você vai resolver? Vai ao treino ou vai à festa?

– Acho que não vou à festa do Jorginho, papai. Creio que vou ao treino.

– Ah, então você já se decidiu?

O garoto pensou um pouco e respondeu:

– O futebol é um compromisso que assumi no início do ano e não devo faltar. O time precisa de mim. Porém, pensando bem, papai, se eu não for ao aniversário, o Jorginho vai ficar chateado comigo.

– Então, você vai ao aniversário do seu amigo?

Gustavo coçou a cabeça, confuso, e considerou:

– Pensando bem, existe um outro problema. Na próxima semana nosso time tem um jogo importante, que faz parte do campeonato entre as escolas. Ah, Meu Deus! Não sei o que fazer!

O pai sorriu e explicou:

– Livre-arbítrio é exatamente isso, meu filho. Entre duas ou mais opções, você tem que decidir. Nesse momento, você vai ter que se resolver: o prazer ou o dever.

– Agora eu entendi, papai. Mas é muito difícil tomar decisões!

O pai concordou com ele, recomendando que pensasse bastante até o dia seguinte para não tomar uma decisão errada.

– Meu filho, o livre-arbítrio é um dádiva de Deus, mas também é uma conquista do espírito no trajeto evolutivo realizado. Então, precisamos pensar bem antes de qualquer decisão. Seja ela certa ou errada, ficaremos sempre condicionados às conseqüências dos nossos atos, segundo a Lei de Ação e Reação, ou Lei de Causa e Efeito.

Como era tarde, foram dormir.

No dia seguinte, Gustavo estava sentado à mesa tomando o café da manhã, quando o pai lhe perguntou:

– E daí, meu filho? Resolveu?

– Pensei bastante e ainda não me decidi. Porém até à tarde, eu resolvo.

Quase na hora de sair, Gustavo apareceu na sala com a mochila e um pacote embrulhado para presente na mão.

– Vejo que você se decidiu pelo aniversário, Gustavo. Quer dizer que o prazer ganhou – disse o pai.

O garoto balançou a cabeça negativamente.

– Não? Então, vai ao treino. Ficou com o dever.

Gustavo balançou a cabeça novamente:

– Também não, papai.

– Não estou entendendo!

– É que apareceu uma terceira opção, papai. Lembrei  que  teremos  prova  de matemática na

segunda-feira. Então, vou estudar na casa de um colega que entende bem a matéria. Antes, porém, vou passar na casa do Jorginho, dar-lhe os parabéns e entregar o presente que comprei para ele. Assim, o prazer e o dever serão igualmente atendidos.

O pai estava surpreso e maravilhado. Seu filho Gustavo, que ele julgara um pouco desleixado com relação às suas tarefas, mostrara que era ponderado e responsável, tomando decisões com habilidade.

Levantou-se, estendendo os braços para o rapazinho:

– Parabéns, meu filho. Você soube decidir entre o prazer e o dever. Mas, diga-me, e o treino? O time tem jogo importante na semana que vem...

Abraçando o pai, com enorme sorriso no rosto, o garoto explicou:

– É verdade, papai. Porém, fiquei sabendo hoje cedo que o jogo será adiado. Então, não tive mais dúvidas. Agora estou tranqüilo, certo de que fiz o melhor.

Gustavo despediu-se do pai e da mãe, pegou a mochila com os livros, o presente e, acenando uma última vez, fechou a porta atrás de si.

O pai estava feliz. Sentia-se realizado por ter um filho que usara o livre-arbítrio de maneira tão responsável.

                                                         TIA CÉLIA

 

Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita