WEB

BUSCA NO SITE

Página Inicial
Capa desta edição
Edições Anteriores
Quem somos
Estudos Espíritas
Biblioteca Virtual
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français  
Jornal O Imortal
Vocabulário Espírita
Biografias
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français Spiritisma Libroj en Esperanto 
Mensagens de Voz
Filmes Espiritualistas
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Efemérides
Esperanto sem mestre
Links
Fale Conosco
Clássicos do Espiritismo
Ano 1 - N° 9 - 13 de Junho de 2007

ANGÉLICA REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 

Depois da Morte
Léon Denis
(1a Parte)

Iniciamos hoje o estudo do clássico Depois da Morte, de Léon Denis, de acordo com a tradução feita por Torrieri Guimarães, publicada pela Hemus Livraria Editora Ltda.

Questões preliminares

A. O que esta obra nos fala sobre a religião?

R.: Diz Léon Denis que a religião é necessária e indestrutível e deve ser o vínculo que liga os homens entre si e os une ao princípio superior das coisas, mas não pode ser reduzida a simples ritos ou preceitos, nem precisa de fórmulas nem de imagens. A religião deve perder seu caráter dogmático e sacerdotal e tornar-se científica. Veremos então ressurgir a doutrina secreta conhecida pela antigüidade, o advento da religião natural, simples e pura, em que cada pai será sacerdote no seio de sua família, mestre e modelo, e a religião será expressa pelos atos, pelo desejo ardente do bem. (Obra citada, capítulo I, pp. 15 a 18.)

B. Que são os Vedas e o que eles nos ensinam?

R.: Os Vedas constituem os primeiros livros nos quais se encerrou a grande doutrina, a religião primitiva da Índia. O sacrifício do fogo resume o culto védico; enquanto ele se realiza, os Assuras, ou Espíritos superiores, e os Pitris, almas dos antepassados, circundam os presentes e associam-se às suas preces. Os Vedas afirmam a imortalidade da alma e a reencarnação. (Obra citada, capítulo II, pp. 19 e 20.)

C. Que ensinamentos trouxe Krishna ao nosso mundo?

R.: Krishna foi o inspirador das crenças indianas e o primeiro dos missionários divinos. Renovando as doutrinas védicas, firmou-as sobre a idéia da Trindade, da alma imortal, da reencarnação e da comunicação com os Espíritos. Os males com que afligimos nosso próximo – dizia Krishna – seguem-nos como a sombra segue ao corpo. As obras inspiradas pelo amor aos nossos semelhantes são as que mais pesarão na balança celeste. (Obra citada, capítulo II, pp. 21 a 23.)

D. Quem foi Buda e quais os princípios do Budismo?

R.: Filho de rei, Sakya-Muni ou o Buda, viveu cerca de 600 anos a.C. Para o Budismo, a causa do mal, da dor, da morte e do renascimento é o desejo, e a finalidade elevada da vida é arrancar a alma aos laços do desejo, o que se consegue com a meditação, a austeridade, o desprendimento dos bens e o sacrifício do eu, ante todas as servidões e o egoísmo. Segundo Buda, a ignorância é o mal supremo do qual derivam o sofrimento e a miséria; por isso, é preciso conquistar o conhecimento, mas não só o conhecimento, porque a ciência e o amor são, no Budismo, os dois fatores essenciais do Universo. Enquanto não conquistar o amor, o ser terá de reencarnar. Cada um cumpre o seu próprio destino: a vida presente é a conseqüência das boas ou más ações praticadas em existências passadas. Tudo o que somos resulta do que pensamos: está fundado sobre nossos pensamentos, é feito dos nossos pensamentos. (Obra citada, capítulo II, pp. 25 a 30.)

Texto para leitura

1. As religiões antigas tinham dois aspectos, um aparente, outro oculto, secreto, reservado apenas aos iniciados. (P. 9)

2. A iniciação era uma revivescência completa do caráter, um despertar das faculdades adormecidas; não se limitava a estudos apressados, como hoje. Ensinava-se ali o segredo das forças fluídicas e magnéticas. (PP. 11 e 12)

3. O deísmo trinitário passou, da Índia e do Egito, à doutrina cristã, formando, dos três elementos de Deus, três pessoas distintas. (P. 13)

4. Os iniciados eram inspirados a ter tolerância por todas as crenças, porque a verdadeira religião não maldiz as demais. (P. 14)

5. Do ensino dos Santuários saíram os grandes semeadores de idéias: Krishna, Zoroastro, Hermes, Moisés, Pitágoras e Platão, cujos discípulos não souberam conservar intacta a herança de seus mestres. (P. 14)

6. A religião é necessária e indestrutível e deveria ser o vínculo que liga os homens entre si e os une ao princípio superior das coisas. (P. 15)

7. A verdadeira religião não pode ser reduzida a simples ritos ou preceitos e não precisa de fórmulas nem de imagens. (P. 15)

8. Podemos constatar que o número de crentes sinceros diminui a cada dia: chegamos a uma daquelas fases da História na qual as religiões envelhecidas se curvam sobre suas bases. (P. 17)

9. A religião deve perder seu caráter dogmático e sacerdotal e tornar-se científica. (P. 17)

10. Veremos ressurgir então a doutrina secreta conhecida pela antigüidade, o advento da religião natural, simples e pura, em que cada pai será sacerdote no seio de sua família, mestre e modelo, e a religião será expressa pelos atos, pelo desejo ardente do bem. (P. 18)

11. Os primeiros livros nos quais se encerrou a grande doutrina são os Vedas, nos quais se concretizou a religião primitiva da Índia. (P. 19)

12. O sacrifício do fogo resume o culto védico; enquanto ele se realiza, os Assuras, ou Espíritos superiores, e os Pitris, almas dos antepassados, circundam os presentes e associam-se às suas preces. (P. 20)

13. A crença nos Espíritos remonta, pois, às primeiras idades do mundo e os Vedas afirmam, ainda, a imortalidade da alma e a reencarnação. (P. 20)

14. Krishna, educado por ascetas no seio das florestas de cedros do Himalaia, foi o inspirador das crenças indianas e o primeiro dos missionários divinos. Renovando as doutrinas védicas, firmou-as sobre a idéia da Trindade, da alma imortal, da reencarnação e da comunicação com os Espíritos. (P. 21 a 23)

15. Os males com que afligimos nosso próximo – dizia Krishna – seguem-nos como a sombra segue ao corpo. As obras inspiradas pelo amor aos nossos semelhantes são as que mais pesarão na balança celeste. (P. 23)

16. Cerca de 600 anos a.C., um filho de rei, Sakya-Muni ou o Buda, foi acometido de profunda tristeza e imensa piedade à vista dos sofrimentos humanos; a corrupção e os abusos haviam invadido a Índia. (P. 25)

17. Para o Budismo, a causa do mal, da dor, da morte e do renascimento é o desejo, e a finalidade elevada da vida é arrancar a alma aos laços do desejo, o que se consegue com a meditação, a austeridade, o desprendimento dos bens e o sacrifício do eu, ante todas as servidões e o egoísmo. (P. 25)

18. Para Buda, a ignorância é o mal supremo do qual derivam o sofrimento e a miséria; por isso, é preciso conquistar o conhecimento. (P. 25)

19. A ciência e o amor são, no Budismo, os dois fatores essenciais do Universo: enquanto não conquistar o amor, o ser terá de reencarnar. (P. 26)

20. Cada um cumpre o seu próprio destino: a vida presente é a conseqüência das boas ou más ações praticadas em existências passadas. (P. 26)

21. Chama-se Karma a soma dos méritos ou deméritos conquistados pelo indivíduo; o Karma é, para todos, o ponto de partida do futuro. (P. 27)

22. Tudo o que somos, diz o Budismo, resulta do que pensamos: está fundado sobre nossos pensamentos, é feito dos nossos pensamentos. (P. 27)

23. Por volta do século VI, o Budismo exotérico ou vulgar, repelido nas duas extremidades da Índia, sofreu inúmeras transformações. A doutrina ensinada no Tibete permaneceu deísta e espiritualista. Por outro lado, tornou-se ele a religião dominante na China. (P. 28)

24. A lei da caridade proclamada por Buda é um dos mais poderosos apelos ao bem proclamados na Terra e sua doutrina, apesar de suas deficiências, é uma das maiores concepções religiosas que se firmaram no mundo e que oferece, em alguns pontos, analogias sensíveis com os ensinos de Jesus. (P. 30)


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita