WEB

BUSCA NO SITE

Página Inicial
Capa desta edição
Edições Anteriores
Quem somos
Estudos Espíritas
Biblioteca Virtual
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français  
Jornal O Imortal
Vocabulário Espírita
Biografias
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français Spiritisma Libroj en Esperanto 
Mensagens de Voz
Filmes Espiritualistas
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Efemérides
Esperanto sem mestre
Links
Fale Conosco
Crônicas e Artigos
Ano 1 - N° 40 - 27 de Janeiro de 2008

EDUARDO BATISTA DE OLIVEIRA
ebatistadeoliveira@ig.com.br

Juiz de Fora, Minas Gerais (Brasil)

 

Eu respeito motocicleta 

Não tenho mais visto, porém, há algum tempo, víamos adesivos em carros com a frase “eu respeito motocicleta”. Quase sempre em carros de pessoas que também usavam motos, é bom que se diga, a bem da verdade. Hoje, com a prática da moto-entrega, seria muito bom que pudéssemos ver colados às motos adesivos com os dizeres “eu respeito carros e leis de trânsito”. Não há quem não fique preocupado quando um “motoboy” surge em seu retrovisor, no mais das vezes se esgueirando em meio aos veículos que trafegam em fluxo e velocidade normais. 

Pois é exatamente esse o momento para nos perguntarmos: qual a atitude de um espírita nessa hora? Sim, porque ser espírita não é só freqüentar palestras, tomar passes, estudar e ler Kardec, mas mudar atitudes. E mudar nos momentos em que somos colocados à prova.

Então, o que fazer nessas horas? No caso apresentado, a despeito da infringência às leis de trânsito, primeiramente devemos tentar entender a pressa do irmão, que é pago, estimulado e premiado por nós mesmos a fazer entregas cada vez mais rápidas. Não a ponto de essa compreensão encobrir falhas cometidas, já sujeitas às leis de causa e efeito, terrenas e divinas, represálias e multas daqui e débitos espirituais de acolá, dependendo da gravidade dos desajustes provocados. Compreendido, à luz da fraternidade, o que se passa à nossa volta, cabe-nos o recurso da oração, direcionada àquele irmão que trafega em um quase desatino. 

Se for conhecido nosso e, em havendo oportunidade e conveniência, com todo o cuidado, podemos alertá-lo para os riscos que corre e para a necessidade de respeitar os direitos dos outros para também ser respeitado. Podemos até mesmo orientá-lo a manter-se nas faixas próprias de tráfego, e não entre elas, ziguezagueando entre os demais veículos. E só. Sempre buscando vibrações sintonizadas com a tolerância. 

Se Jesus tivesse vindo ao nosso meio nos dias atuais, penso que assim agiria nessas horas, usando da compreensão e da oração. Aliás, essa é uma boa técnica para os espíritas nos momentos em que somos testados: sempre perguntarmo-nos o que faria Jesus se estivesse no nosso lugar. 

“A vida está galopante e muda os seus cenários a cada minuto, exigindo permanente serenidade a fim de não esmagar as pessoas”, afirma-nos Joanna de Ângelis. Se correm e erram à nossa volta, tranqüilizemo-nos para não entrarmos na mesma faixa vibratória, dizendo impropérios, tão comuns nos locais de trânsito tumultuado. Diante da agitação, como da balbúrdia, devemos buscar a serenidade. “Entrar no clima” não traz benefícios a ninguém. 

A situação apresentada é apenas uma das tantas em que podemos colocar em prática nossa almejada transformação de atitudes. O ideal é que tivéssemos condições de usar, em nós mesmos, adesivos dizendo “eu respeito o próximo e o seu livre arbítrio e oro a Deus pedindo que seus atos sejam abençoados”. 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita