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Crônicas e Artigos
Ano 1 - N° 39 - 20 de Janeiro de 2008

RICARDO BAESSO DE OLIVEIRA
kargabrl@uol.com.br
Juiz de Fora, Minas Gerais (Brasil)
 

Visita inconveniente

Carlos Imbassahy e sua esposa D. Maria recebiam a visita de Carmine Mirabelli, conhecido médium de efeitos físicos, que se encontrava no Rio em casa de confrades espíritas.

Em lá chegando, certos efeitos psicocinéticos logo se esboçaram, como de hábito. Em outras casas, quebravam-se objetos, sendo os mais visados aqueles na cristaleira. E foi o que ocorreu; começaram as louças por chocarem-se espontaneamente. Três litros de vidro, contendo água, que estavam sobre a mesa da sala de jantar, ergueram-se e tocaram-se no ar. E as louças voltaram a ser o alvo do próximo fenômeno.

Mirabelli, a sala ao lado, anunciava:

– Acaba de chegar uma falange de Espíritos poderosos. Eles estão dizendo que vão quebrar tudo.

Dona Maria, que se achava acamada, levantou-se e veio para sala, falando e em bom som, com autoridade moral toda própria:

– Em nome de Deus, nesta casa não se quebra nada. Parem com tudo isso porque não somos ricos para arcar com tais prejuízos nem precisamos de tais demonstrações para provar o que já sabemos.

Tudo cessou num instante e nenhum outro fenômeno acorreu mais naquele lugar, apesar da presença do médium.

Para nossa casa convidamos as pessoas que desejamos. Pessoas inconvenientes, desagradáveis ou maldosas não são bem vindas em nossa residência. Assim também se dá com os seres da dimensão espiritual. Podemos escolher as companhias espirituais que desejamos.

Há, todavia, uma diferença. A seleção dos Espíritos que vêm a nossa casa não se dá por um convite formal, mas por atitudes de vida. Pensamentos elevados, boa intenção e desejo de ser melhor são posturas que definem os Espíritos que dividem conosco o espaço de nossas casas.

Conviver com seres desencarnados é uma fatalidade em nossas vidas; não podemos nos furtar a isso, no entanto, escolher as nossas amizades e cultivá-las é algo que depende de nós.

Na pequena cidade de Guarani, na zona da Mata Mineira, uma menina de cinco anos passou a vivenciar emoções estranhas. No cair da tarde, quando o pai retornava para casa, a pequena entrava em pânico, irritadiça, apontava para o genitor e punha-se a chorar copiosamente. Como o processo se prolongasse há semanas, a família buscou socorro no Centro Espírita da localidade. A orientação foi essa: oração em conjunto, culto no lar e vigilância nos atos e pensamentos. Em poucas semanas a situação voltou ao normal.

A explicação veio depois. O pai, ao sair da agência bancária onde trabalhava, passava em um boteco para tomar cerveja com os amigos e então se dirigia para sua residência. Levava consigo alguns Espíritos vinculados àquele ambiente. A menina via e registrava àquelas companhias e entrava em pânico.

As modificações operadas naquele lar criaram defesas espirituais e o fato nunca mais se repetiu. 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita