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Estudando as obras de Kardec
Ano 1 - N° 35 - 16 de Dezembro de 2007

ASTOLFO OLEGÁRIO DE OLIVEIRA FILHO
aoofilho@oconsolador.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)

O que é o Espiritismo
Allan Kardec
(Parte 13)

Continuamos nesta edição o estudo do livro O que é o Espiritismo, que surgiu em Paris em julho de 1859, o qual será aqui apresentado em 14 partes. As páginas citadas no texto referem-se à 20a edição publicada pela Federação Espírita Brasileira.

Questões preliminares

A. Que ensina o Espiritismo sobre os diferentes mundos que circulam no espaço? Eles são habitados?

Sim. O Espiritismo ensina que todos os mundos que circulam no espaço são habitados e a razão diz que assim deve ser. (O que é o Espiritismo, capítulo III, itens 105 a 107, págs. 193 e 194.)

B. Quando e como se dá a união da alma ao corpo?

A união da alma ao corpo se inicia com a concepção. Desde esse instante, o Espírito reencarnante fica, por um cordão fluídico, preso ao corpo com o qual se deve unir e esse laço se estreita cada vez mais, à medida que o corpo se desenvolve. (Obra citada, capítulo III, item 116, pág. 197.)

C. Donde vem o amor dos pais pelos filhos e por que há maus pais e maus filhos?

O nascimento em tal ou tal família não é fruto do acaso, mas decorre da escolha feita pelo Espírito, que vem juntar-se geralmente àqueles a quem amou no mundo espiritual ou em existências anteriores. Maus pais e maus filhos são Espíritos que não se ligaram na mesma família por simpatia, mas com o fim de servirem de instrumento de provas uns para os outros e, muitas vezes, de punição do que eles fizeram no passado. (Obra citada, capítulo III, itens 122 e 123, pág. 199.)

D. Por que sentimos antipatia ou simpatia por pessoas que nunca vimos nem conhecemos?

Tanto a simpatia quanto a antipatia podem provir de relações anteriores, mas podem também ter outra causa: a irradiação fluídica comum em todas as pessoas, que pode suscitar impressões agradáveis ou desagradáveis nos semelhantes. (Obra citada, capítulo III, item 125, págs. 199 e 200.)  

Texto para leitura

163. A alma não está localizada num ponto particular do corpo; ela forma com o perispírito um conjunto fluídico, penetrável, assimilando-se ao corpo inteiro, com o qual ela constitui um ser complexo, do qual a morte não é, de alguma sorte, mais que um desdobramento. Durante a vida, a alma age mais especialmente sobre os órgãos do pensamento e do sentimento, mas irradia exteriormente, podendo isolar-se do corpo, transportar-se ao longe e aí manifestar sua presença. (Cap. III, item 108, págs.194 e 195.)

164. O progresso anterior da alma – antes de sua união com o corpo – é simultaneamente demonstrado pela observação dos fatos e pelo ensino dos Espíritos. (Cap. III, item 111, pág. 196.)

165. As almas são criadas simples e ignorantes, isto é, sem ciência e sem conhecimento do bem e do mal, mas com igual aptidão para tudo. A princípio, encontram-se numa espécie de infância, sem vontade própria e sem consciência perfeita de sua existência. Pouco a pouco o livre-arbítrio se desenvolve. A desigualdade das almas em sua origem seria a negação da justiça de Deus. (Cap. III, itens 112 e 114, pág. 196.)

166. As almas mais adiantadas em inteligência e moralidade são as que têm vivido mais e alcançado maior progresso. (Cap. III, item 113, pág. 196.)

167. O ensino dos Espíritos e o estudo dos diferentes graus de adiantamento do homem provam que o progresso anterior da alma efetuou-se em uma série de existências corporais, mais ou menos numerosas. (Cap. III, item 115, pp. 196 e 197.)

168. No momento de nascer, o estado intelectual e moral do Espírito reencarnante é o que tinha antes da união ao corpo; mas, em razão da perturbação que acompanha a mudança de estado, suas idéias se acham momentaneamente em estado latente. (Cap. III, item 117, pág. 197.)

169. As idéias inatas são o resultado de conhecimentos adquiridos em existências anteriores, que se conservaram no estado de intuição, para servirem de base à aquisição de outras novas. (Cap. III, item 118, pág. 198.)

170. O homem de gênio é a encarnação de um Espírito adiantado que muito houvera já progredido. A educação pode fornecer a instrução que falta, mas não o gênio, quando este não exista. (Cap. III, item 119, pág. 198.)

171. A consciência é uma recordação intuitiva do progresso feito nas precedentes existências e das resoluções tomadas pelo Espírito antes de encarnar, resoluções que ele, muitas vezes, esquece como homem. (Cap. III, item 127, pág. 200.)

172. Deus não criou o mal. Ele estabeleceu leis e estas são sempre boas, porque Ele é soberanamente bom. Aquele que as observasse fielmente seria perfeitamente feliz, porém os Espíritos - no uso de seu livre-arbítrio - nem sempre as observam e é dessa infração que provém o mal. (Cap. III, item 129, pág. 201.)

173. A origem do mal na Terra está na imperfeição dos Espíritos que aqui se encarnam. Quanto à sua predominância, provém da inferioridade do planeta, cujos habitantes são, na maioria, Espíritos inferiores ou que pouco têm progredido. (Cap. III, item 131, pág. 201.)

174. Nem sempre uma vida penosa é uma expiação; muitas vezes é prova escolhida pelo Espírito, que vê nela um meio de avançar mais rapidamente, conforme a coragem com que saiba suportá-la. (Cap. III, item 134, pág. 203.)

175. A riqueza é também uma prova, mas muito mais perigosa que a miséria, pelas tentações que dá e pelos abusos que enseja. O exemplo dos que viveram na Terra demonstra ser ela uma prova em que a vitória é mais difícil. (Cap. III, item 134, pág. 203.)

176. Os estudos espíritas acerca dos imbecis e dos idiotas provam que suas almas são tão inteligentes como as dos outros homens e que essa enfermidade é uma expiação infligida a Espíritos que abusaram da inteligência e sofrem cruelmente por se sentirem presos, em laços que não podem quebrar, e pelo desprezo de que se vêem objeto, quando talvez tenham sido tão considerados em encarnação precedente. (Cap. III, item 135, pág. 204.)

177. Durante o sono é só o corpo que repousa, mas o Espírito não dorme. Ele goza de toda a liberdade e da plenitude de suas faculdades; aproveita-se do repouso do corpo, dos momentos em que este lhe dispensa a presença, para agir separadamente e ir aonde quer. Durante a encarnação, o Espírito fica preso ao corpo por um cordão fluídico, que serve para chamá-lo, quando sua presença se torna necessária. Só a morte rompe esse laço. (Cap. III, item 136, pág. 204.) (Continua na próxima edição.)


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita