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Clássicos do Espiritismo
Ano 1 - N° 31 - 16 de Novembro de 2007

ANGÉLICA REIS
a_reis_imortal@yahoo.com.br
Londrina, Paraná (Brasil)
 

Por que creio na
imortalidade da alma

(1a  Parte)

Sir Oliver Lodge

Iniciamos nesta edição o estudo do clássico Por que creio na imortalidade da alma, de Sir Oliver Lodge, de acordo com a tradução feita por Francisco Klörs Werneck, publicada pela Federação Espírita do Estado de São Paulo em 1989. 

Questões preliminares

A. Foi o contato com o Espírito de Raymond, seu filho desencarnado em 1915, que levou Sir Oliver Lodge à pesquisa dos fenômenos espíritas?

R.: Não. O contato com o Espírito de Raymond robusteceu sua convicção, mas não foi esse fato que o levou aos fenômenos espíritas, a que ele já se dedicava desde 1883. (Por que creio na imortalidade da alma, pp. VII e VIII.) 

B. Quais são as principais obras escritas por Sir Oliver Lodge?

R.: Além desta cujo estudo hoje iniciamos, Lodge escreveu A Sobrevivência Humana, A Formação do Homem e Raymond. (Obra citada, p. XXI.) 

C. Que disse Oliver Lodge a respeito da imortalidade da alma?

R.: Afirmou Oliver Lodge: “Conheço o peso da palavra ‘fato’ na Ciência e digo, sem hesitação, que a continuidade individual e pessoal é para mim um fato demonstrado”. (Obra citada, pág. 1.) 

Texto para leitura

1. O contato com o Espírito de Raymond, seu filho desencarnado em 1915 nos campos de guerra da França, robusteceu a convicção de Sir Oliver Joseph Lodge, mas não foi esse fato que o levou aos fenômenos espíritas, a que ele já se dedicava desde 1883. (PP. VII e VIII)

2. Nascido a 12 de junho de 1851 em Penkhull, Sttafordshire, Inglaterra, Lodge desencarnou a 22 de agosto de 1940, aos 89 anos de idade, em Amesbury, Wiltshire, em seu país natal. (P. VIII)

3. Sua vida pode ser dividida em duas partes distintas. Até aos 56 anos de idade, granjeou fama mundial como professor e inventor, notadamente no campo da radiotelegrafia. Educado na Grammar School, de Newport, e no University College, de Londres, especializou-se em Física. Professor emérito, foi feito cavaleiro pelo rei Eduardo VII, em 1902, e recebeu  grau de doutor em Ciências por sete Universidades. (PP. VIII e IX)

4. Lodge foi o inventor do “coherer”, o primeiro detector de ondas a ser usado, de relevante papel na telegrafia sem fio. Aliás, foi ele o primeiro cientista a enviar mensagens pelo telégrafo sem fio, em 1894, antes de Marconi ter-se ocupado do assunto. E uma de suas maiores glórias foi a descoberta das ondas hertzianas e o modo de detectá-las, descoberta que foi efetuada por Hertz quase que simultaneamente, razão pela qual elas ficaram associadas ao nome de Hertz. (PP. IX e X)

5. De 1901 a 1903, já estudioso dos fenômenos espíritas, presidiu a Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres, havendo realizado numerosas experimentações com os médiuns Verall e Leonora Piper e assistido, em 1894, com Charles Richet, a algumas das célebres sessões de efeitos físicos de Eusápia Paladino. (P. IX)

6. As provas que Lodge obteve da sobrevivência e comunicação de seu filho Raymond foram das mais robustas, e tão evidentes, que deram origem ao livro Raymond, traduzido para o português pelo escritor Monteiro Lobato. (P. IX)

7. Richet, que não acreditava na sobrevivência da alma, era um homem de ciência, como Oliver Lodge, que também negou, na sua mocidade, os fenômenos espiritistas. Mais tarde, Lodge reconheceria que os homens de ciência não têm senão um “conhecimento parcial e imperfeito dos fatos”, do que se deriva sua descrença. (PP. XV e XVI)

8. Segundo João Teixeira de Paula, Lodge não foi espírita. “Não sabemos - diz Teixeira de Paula - se Lodge conhecia ou não as obras de Kardec, conquanto lhe aceitasse os princípios básicos; mas provavelmente as conheceria e as teria lido, estudioso insofreável.” O certo, porém, é que em nenhuma vez Lodge cita, em suas obras, o Codificador. (P. XVII)

9. Psiquista convicto e erudito, Oliver Lodge, como tantos outros cultores do Psiquismo Transcendental, admitia a existência da alma, a sua preexistência ou sobrevivência, e a fenomenologia espírita. (P. XVII)

10. A Verdade - ensina o autor de Raymond - “apresenta diversas faces: quando pensamos nos inumeráveis mundos e na sua diferente distribuição no Universo, somos obrigados a crer num impulso que leva a humanidade a cogitar de realidades mais importantes, a perceber que a transitória vida terrena não pode ser tudo senão um prelúdio que a levará a um grande fim”. (P. XVIII)

11. Segundo ele, Deus obra sempre de modo ameno, opera de forma indireta, sem exercer coerção, que, “se fosse exercida, o mundo hominal seria mais perfeito, como se pode dizer do mundo inorgânico ou mecânico, porém ele seria apenas uma máquina e não uma entidade espiritual”. Nós, contudo, não somos máquinas; possuímos “uma vontade livre e a faculdade de escolher, privilégio esse a que podemos atribuir as nossas dificuldades e os nossos fracassos”. (P. XVIII)

12. Atestando sua convicção na imortalidade em diversas obras, como A Sobrevivência Humana, A Formação do Homem e Raymond, Lodge declarou, com toda a clareza, na última referida: “Jamais ocultei minha crença de que a personalidade não só persiste, como ainda continua mais entrosada ao nosso viver diário do que geralmente o supomos; de que não há nenhuma solução de continuidade entre os vivos e os mortos”. (P. XXI)

13. Logo na introdução à obra em estudo, Oliver Lodge afirma: “Conheço o peso da palavra ‘fato’ na Ciência e digo, sem hesitação, que a continuidade individual e pessoal é para mim um fato demonstrado”. (P. 1) (Continua no próximo número.)    


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita