WEB

BUSCA NO SITE

Página Inicial
Capa desta edição
Edições Anteriores
Quem somos
Estudos Espíritas
Biblioteca Virtual
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français  
Jornal O Imortal
Vocabulário Espírita
Biografias
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English Livres Spirites en Français Spiritisma Libroj en Esperanto 
Mensagens de Voz
Filmes Espiritualistas
Livros Espíritas em Português Libros Espíritas en Español  Spiritist Books in English    
Efemérides
Esperanto sem mestre
Links
Fale Conosco
Crônicas e Artigos
Ano 1 - N° 31 - 16 de Novembro de 2007

F. ALTAMIR DA CUNHA 
altamir.cunha@bol.com.br
Natal, Rio Grande do Norte (Brasil)
 

Morte e desencarnação  

Se considerarmos a morte como o fenômeno de paralisação da vida no corpo físico, e desencarnação o fenômeno da libertação das influências magnéticas geradas entre o corpo e o Espírito conforme nos ensinam os mentores espirituais, podemos afirmar que morrer e desencarnar são fenômenos que nem sempre acontecem simultaneamente. Entre eles é exigido um intervalo de tempo, que varia para cada Espírito. Esse intervalo pode ser mais ou menos longo, dependendo do tipo de vida que ele teve quando no corpo físico.

A mente é instrumento poderoso que, através do pensamento, imprime no perispírito (corpo fluídico) as marcas profundas ou superficiais em forma de dependências maiores ou menores, que não serão extintas de imediato com o fenômeno da morte. Dessa forma, cada Espírito, após o fenômeno da morte, irá se deparar com a prisão ou a liberdade a que fez jus como resultado da indisciplina ou disciplina mental que cultivou durante a experiência corporal.

Impressões longamente fixadas, e sensações vividas com sofreguidão, assinalam profundamente os tecidos sutis do perispírito, impondo necessidades e dependências que a morte não logra de imediato interromper”. (Temas da Vida e da Morte Manoel Philomeno de Miranda / Divaldo Pereira, p. 89.)

A desencarnação pode para alguns ser rápida, proporcionando uma certa liberdade, até mesmo antes de sua consumação. Mas vale lembrar que esse fenômeno é uma conquista apenas dos Espíritos que souberam aproveitar a encarnação, transformando-a em instrumento importante para a sua evolução espiritual, não se deixando escravizar pelos excessos. Estes excessos, de acordo com os mentores espirituais, poderão ser transformados em viciações, que geram dependência e sofrimento.

Entretanto, são muitos os negligentes que vivem como se a vida no corpo físico fosse eterna, procurando nos excessos e viciações a plenitude do prazer; como resultados, criam fortes impressões e laços magnéticos, dos quais não se libertam de imediato. Somente alcançarão a libertação depois de um intervalo de tempo, proporcional ao tempo de dependência.

Novamente, Manoel Philomeno de Miranda, na já referida obra, à página 78, afirma: “Tendo-se em vista que o homem procede do mundo espiritual, a morte é o veículo que o reconduz à origem, onde cada qual ressurge com as características definidoras das suas conquistas”.

Essas conquistas não são apenas com relação ao que marcamos em nós, como resultado das virtudes cultivadas, mas principalmente das marcas que o nosso orgulho imprime em outras vidas (outras criaturas).

A sintonia com a lei de amor gera a libertação dos liames gravados pela vida física. Porém, não podemos esquecer que a vida tem outros mecanismos naturais, além dos que se refletem pela lei de amor. O sofrimento resignado, por exemplo, é instrumento de valor inestimável por facultar as possibilidades de mudanças nos painéis mentais, tornando menos densos os laços magnéticos que prendem o Espírito ao corpo.

De acordo com o Mestre Jesus, cada um receberá segundo as suas obras; conseqüentemente, o intervalo de tempo entre a morte biológica e a desencarnação tem relação direta com o gênero de vida (pensamentos e ações praticadas) do Espírito, enquanto encarnado.
 


Voltar à página anterior


O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita