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Crônicas e Artigos
Ano 1 - N° 28 - 26 de Outubro de 2007

CRISTIAN MACEDO
cristianmacedo@potencial.net
Porto Alegre, Rio Grande do Sul (Brasil)

A gratidão

A ingratidão é filha do egoísmo... (1) 

Estava lendo um livro de Osho, no qual ele falava que a gratidão é uma prece. Falava mesmo, pois ele não escrevia. Seus livros resultam de gravações das palestras que realizava.

A questão é: como ser grato?

Rodeados de ingratos...

Quando pensamos em gratidão, nos vem quase sempre à cabeça aquilo que desejamos que os outros nos fizessem em troca de uma “boa ação” que realizamos.

Ao ajudar alguém, o “caridoso” deseja ser lembrado, reverenciado por toda a vida. Tanto tem essa necessidade que, se não recebe as lisonjas que espera, diz que nunca mais irá fazer nada pelos outros... Pois os outros são ingratos.

Muitas vezes a pessoa que recebeu a ajuda, a ação boa, está com saúde e ânimo, está ajudando outros. Isso não basta. A ajuda deve ser lembrada todos os dias e falada aos quatro ventos.

Além de bajular, aquele que é “grato” deve ser garoto propaganda do seu benfeitor.

Talvez por manter essa visão de gratidão, poucos se acham gratos. Poucos se ajoelham diante de Deus e o bajulam com palavras recitadas. Não têm tempo para isso e se sentem ingratos... Têm culpa.

Reconceituando a gratidão

Mas então o que é ser grato?

É reconhecer as graças recebidas. É fazer da vida uma demonstração de gratidão.

O trabalho bem feito, sério e construtivo, é demonstração de gratidão.

Os pais que, por amor, educam seu filho, ao presenciarem o seu êxito, o seu sucesso como pessoa, como trabalhador, como pai de família, percebem que o filho é grato por tudo que recebeu, pois está fazendo bom uso de tudo.

Árvores, flores, animais, todos são gratos à vida. Todos vivem plenamente. Dão ao mundo seu melhor, sua beleza, sua abundante vida. Isso é gratidão.

As pessoas que se dedicarem ao bem, aproveitando a dádiva da vida, da saúde, do discernimento, demonstram, sem dúvida, uma gratidão imensa.

O que dizer de alguém que reza a Deus agradecendo, mas age de forma imoral no mundo? O que dizer de um filho que bajula os pais, mas passa a vida à custa deles? O que dizer de alguém que sempre nos agradece, mas não fez bom uso do que lhe oferecemos?

É uma gratidão inútil. É uma gratidão dos lábios e não do coração.

Ser grato nos faz feliz

Quando entendemos a vida, quando ampliamos nossa consciência, somos mais alegres, sorrimos mais, nos tornamos mais leves.

Ser grato por um dom é usá-lo bem. E isso nos faz feliz: fazer o que manda nossa vocação. Cumprir o propósito é ser grato.

Quando nos casamos com alguém que amamos, somos felizes. Mas não basta agradecer a Deus, ou à pessoa que aceitou “o desafio”. Viver em comunhão, respeito e atenção plena é uma demonstração de gratidão.

Quando arranjamos o emprego dos sonhos, nossa gratidão deve ser expressa nas atitudes corretas e no dever cumprido com seriedade. Não adianta agradecer ao patrão e prestar um serviço ruim. 

Diante da doença, surge a cura. Não bastará agradecer ao médico. A gratidão engloba mudanças de hábito e uso ético do corpo saudável.

Viver a gratidão é viver a vida. É viver em ampla consciência. É realizar coisas boas, é alimentar a compaixão, a benevolência, a indulgência, o perdão, é sorrir, conhecer, amar...

Agradecer à vida é abrir-se a ela plenamente, como as árvores ao darem frutos, as flores ao exalarem perfumes, as crianças rindo nas brincadeiras e descobertas...    

Bibliografia:

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Item 937. 
 


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O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita