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Crônicas e Artigos
Ano 1 - N° 23 - 21 de Setembro de 2007

EUGÊNIA PICKINA 
eugeniamva@yahoo.com.br 
Londrina, Paraná (Brasil)
 

O cultivo da aceitação
das diferenças

O pedagogo Roberto Freire afirma que devemos fortalecer nossa “fé nos homens e na criação de um mundo em que não seja difícil amar”.  

Ora, qualquer medida social que seja orientada pelo compromisso fraterno, no lastro do ensinamento cristão, indica a necessidade da conversão da indiferença, chaga social, em tolerância, que, à luz do Espiritismo humanitário, prega o respeito pelo outro, ou seja, uma natural aceitação da diferença, inerente à vida em sociedade.

Não podemos ignorar que cada ser humano é um projeto, apto a desenvolver suas potencialidades em benefício da sua própria evolução e a serviço da família humana. Isso implica compreender que as pessoas têm pontos convergentes, mas também possuem características peculiares agregadas às suas individualidades.

A organização social não é homogênea e cada um carrega sua própria ambiência interior, fruto de seus caracteres individuais e de suas experiências. Logo, compreender a necessidade da indulgência e a superação da indiferença pode facilitar o desenvolvimento da sensibilidade e bem temperar uma concepção mais fraterna, mais afetiva, daqueles que seguem conosco, pois, no mínimo, é o outro que serve à condição de espelho de nossas necessidades de melhora.

A parábola do bom samaritano expõe, por exemplo, a importância da caridade, que é contrária à indiferença de qualquer ordem. Sim, é a caridade que aceita a diferença e que, por isso, ajuda um ser humano a “enxergar” o outro no curso de sua jornada.

De acordo com as palavras de Jesus, é a caridade que levou o samaritano a socorrer o homem, o seu próximo, que foi assaltado e ferido cruelmente no caminho de Jerusalém a Jericó. Nesta bela passagem, o Mestre nos explica o significado da caridade e da humildade e repele, necessariamente, a indiferença, enraizada no egoísmo, que nos embota para o dever cristão de ajudar o nosso próximo, seja ele quem for.

De outro aspecto, inserir a prática da aceitação das diferenças em nossa convivência diária permite a oxigenação dos nossos mecanismos afetivos e nos ajuda a internalizar a indispensável lição de complementaridade e de consenso, pois é sempre possível aprender algo com as pessoas que são diferentes de nós, uma vez que a vida social é formada pela diversidade para impulsionar o aprendizado constante.

Em nosso favor, o cultivo da tolerância nos ensina que os “diferentes” não são adversários, mas sim aliados que nos dão os mais variados contextos para o nosso crescimento e conquista íntima da serenidade.

Se o cuidado com o auto-aprimoramento participa do dever cristão, é a prática da indulgência e o hábito acolhedor que nos possibilitam desfrutar da paz interior, lograda no combate do personalismo e na sincera consideração pela diversidade de pontos de vista e de maneiras de ser e de conviver.

Para bem viver, segundo os princípios cristãos, sufoquemos a erva daninha da indiferença, que contribui para a desarmonia das relações humanas. Ora, na contramão do personalismo, lutemos para desenvolver a prática da aceitação das diferenças, que guia uma convivência indulgente, cooperativa e favorável a nossa humanização.

Fontes:

FREIRE, Roberto. Pedagogia do oprimido. Porto: Afrontamento, 1970, p. 261.

O Evangelho Segundo O Espiritismo – Capítulo XV, Item 2 [O Bom Samaritano].
 


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 Revista Semanal de Divulgação Espírita